terça-feira, 13 de outubro de 2020

Do pequeno ao grande: o que as gigantes do mercado precisam aprender sobre marketing com os pequenos negócios?

Lições de marketing de pequenas empresas

Desde pequenos, admiramos os grandes. Aprendemos a falar, enfrentar as dificuldades da vida e nos relacionarmos com o mundo, sempre de olho neles. Mas estamos aqui para falar sobre marketing para grandes empresas

E o que isso tem a ver?

É que a mesma coisa acontece no marketing. Os pequenos negócios analisam as grandes empresas para entender como chegaram ao sucesso, quais caminhos adotaram, quais estratégias funcionaram (e quais fracassaram).

Só que, assim como na vida pessoal, em alguns momentos a situação se inverte: é o pequeno quem ensina o grande.

Embora seja o objetivo da maioria dos pequenos negócios, o crescimento de uma empresa pode deixar alguns aprendizados para trás: a ousadia dos primeiros passos, a criatividade para driblar a falta de recursos, a proximidade com os clientes.

Porém, essas características, tão essenciais para alavancar um negócio, podem também ajudar os gigantes do mercado.

Neste artigo, você vai entender melhor essas perdas que acontecem quando as empresas crescem e quais aprendizados elas podem extrair dos pequenos negócios.

Veja o que vamos abordar:

  1. Crescer inclui correr riscos
  2. Dinheiro não é sinônimo de resultado
  3. A burocracia limita a inovação
  4. Ferramentas não são a essência da empresa
  5. Pensar grande também é agir localmente
  6. Relações próximas criam laços mais fortes
  7. Histórias autênticas engajam

Evolução e revolução: os desafios das grandes empresas

Todo empreendedor quer ver seu negócio crescer. Alguns querem ser o case de sucesso da cidade, outros querem conquistar o mercado nacional, outros sonham ainda em ser multinacionais.

As ambições podem variar, mas o sonho de quem abre um negócio é ser grande!

Só que o caminho até lá não é apenas de flores. Crescer significa vender mais, aumentar o faturamento, ter mais clientes, abrir novas unidades — e tudo isso é sinal de sucesso! Mas crescer também significa passar por algumas crises.

No início do texto, fizemos uma analogia entre crianças e adultos. No crescimento de uma pessoa, não são poucos os desafios pelos quais ela passa: é preciso enfrentar o primeiro dia na escola, a adolescência, a escolha da carreira e várias outras situações. Não há evolução sem dificuldade e esforço.

Assim também acontece com as empresas. Larry Greiner escreveu um artigo para a Harvard Business Review em 1972 descrevendo os estágios de evolução e revolução de uma empresa, ou seja, de crescimento e crises. As fases seriam as seguintes:

1. Criatividade vs. Liderança

Acontece no início, quando o empreendedor cria o seu produto e mercado. Nessa etapa, a comunicação entre a equipe é informal e os salários são modestos, embora a dedicação seja descomunal.

Por isso, surge uma crise de liderança: alguém precisa liderar a empresa para enfrentar os primeiros desafios de gestão.

2. Direção vs. Autonomia

É quando a empresa já tem uma liderança que orienta o negócio. Formalizam-se a estrutura organizacional e a comunicação interna, com a definição de processos e controles.

Após um período de estabilidade, a empresa enfrenta uma crise de autonomia: o gestor não é mais suficiente para gerenciar a empresa, então é preciso delegar responsabilidades.

3. Delegação vs. Controle

Agora o crescimento acontece por meio da delegação. A empresa descentraliza a gestão e distribui responsabilidades, tarefas e papéis em uma estrutura hierárquica.

Assim, surge uma crise de controle: uma gestão descentralizada exige independência, ao mesmo tempo em que torna a comunicação mais distante e reduz o controle da gerência da empresa.

4. Coordenação vs. Burocracia

Para superar a perda de controle, a empresa adota esforços de coordenação, com procedimentos altamente padronizados em todos os seus processos.

Algumas funções voltam a ser centralizadas, enquanto as decisões operacionais são descentralizadas. Porém, a falta de confiança da gerência sobre os colaboradores e os entraves da estrutura geram uma crise de burocracia.

5. Colaboração vs. (?)

A superação da crise da burocracia se dá com uma forte colaboração interpessoal. Se a fase 4 enfatizou os procedimentos, a fase 5 prioriza a espontaneidade, a interdisciplinaridade e a autodisciplina para resolver os desafios do dia a dia. A abordagem se torna mais flexível e coletiva.

Para o autor, as grandes empresas da época estavam enfrentando essa fase. Seu palpite era que a colaboração traria um esgotamento pela intensidade do trabalho em equipe e pela forte pressão por inovação — o que levaria a uma nova fase.

Há ainda uma adaptação desse modelo que considera uma 6ª fase: Alianças vs. Identidade. Empresas maduras se mantêm em crescimento com parcerias, aquisições, fusões, joint ventures e internacionalização.

Nessa etapa, o desafio é manter a identidade e a cultura corporativa, uma vez que a empresa se afasta cada vez mais das suas origens.

5 fases do crescimento
Fonte: HBR

Portanto, perceba como o crescimento de uma empresa traz uma série de crises. Se não souberem superá-las, as grandes empresas podem se afastar do seu público, esquecer a sua essência, burocratizar sua estrutura e dificultar a inovação.

Então, a solução para esses desafios pode estar em uma “volta às origens”, que retome as estratégias e a motivação de quando tudo era apenas um sonho.

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Por que a inspiração para os grandes pode vir dos pequenos negócios

A maioria dos negócios começa pequeno. São só alguns colaboradores — às vezes, apenas os sócios.

A sede é a casa de um deles, um coworking, um pequeno escritório ou até na célebre garagem. São também apenas algumas ferramentas e equipamentos para fazer tudo funcionar. E é isso.

Com essa estrutura enxuta, é preciso enfrentar todas as dificuldades para fazer as primeiras vendas, atrair os clientes e fazer a marca ser conhecida, além de superar as burocracias da formalização do negócio.

Porém, a simplicidade e a motivação dos primeiros passos são justamente os fatores que alavancam a empresa no início e podem inspirar os grandes negócios.

Para superar as crises do seu crescimento, as grandes empresas podem mudar o mindset e lembrar como agiriam no começo de tudo, quando havia menos recursos e reconhecimento, mas também mais autonomia, criatividade, proximidade e ousadia.

7 lições de marketing para grandes empresas inspiradas nos pequenos negócios

Você não acha que as crianças têm muito a nos ensinar? Então, é hora de aprender com os pequenos!

Vamos ver agora as principais lições que os pequenos negócios podem ensinar ao marketing das grandes empresas.

Acompanhe agora e retome também as boas estratégias que marcam o início dos negócios:

1. Crescer inclui correr riscos

Vulnerabilidade é essencial para o crescimento. É dela que surgem a criatividade, a inovação, a mudança.

Brené Brown, no documentário O Poder da Coragem, explica que assumir que você é vulnerável a riscos e falhas é um ato de coragem para superar dificuldades em cenários de medo e incerteza.

No início, as empresas vivem imersas em medos e incertezas. Porém, se os gestores não abraçarem a vulnerabilidade e não tiverem coragem, ela jamais vai crescer.

Por isso, pequenos negócios precisam ter criatividade nas estratégias, ousadia nos investimentos e coragem para levar a empresa ao próximo nível (e, é claro, aprender com os erros e fracassos).

É claro que, quando a empresa cresce, há muito mais em jogo. A marca já está consolidada, a reputação já está construída e o negócio já sustenta muito mais pessoas. E aí está a sua maior vulnerabilidade: o medo de perder tudo o que foi conquistado.

Por isso, grandes empresas podem ficar estagnadas, com medo de sair da zona de conforto e assumir riscos. Melhor ficar como está, não é mesmo? Não para quem quer inovar e crescer.

Portanto, é preciso recuperar aquela ousadia do início e juntar ao aprendizado dos anos de mercado.

Você não precisa mais se jogar no escuro e ver no que vai dar — agora, você tem equipe e recursos para fazer testes, projeções e pesquisas de mercado que fundamentem as suas decisões e reduzam os riscos.

Pense, por exemplo, no risco que é lançar uma loja virtual quando a internet era apenas um embrião. Foi nesse cenário de incerteza que Jeff Bezos lançou a Amazon em 1995, uma pequena livraria online que se tornaria a gigante do e-commerce.

Mas o crescimento não colocou a empresa na zona de conforto. A evolução é constante, com movimentos de expansão ousados, como as aquisições da Zappos e da Whole Foods. Mas nunca são impensados, pois há sempre uma orientação por dados, estudos e experimentos — além da visão de oportunidade de Bezos.

2. Dinheiro não é sinônimo de resultado

A criatividade da primeira fase de crescimento não se refere apenas à criação de produtos e estratégias. Todo empreendedor iniciante precisa também ter criatividade com a escassez de recursos para alavancar a empresa. Fazer mais com menos é o lema!

Porém, no marketing para as grandes empresas, dinheiro não é exatamente um problema. Com um bom faturamento, há mais verba para fazer publicidade nas melhores mídias, contratar os melhores colaboradores e ter as melhores ferramentas. Só que todo esse investimento não significa resultados certos.

Não adianta ter grandes orçamentos de publicidade se você não sabe direcionar para o público certo, por exemplo. Não adianta ter o melhor funcionário se ele não está alinhado à cultura organizacional. Também não adianta ter os melhores softwares de marketing se não há uma estratégia por trás.

Dinheiro, por si só, não traz resultados. Mais importante que isso é ter eficiência nos investimentos. Mesmo que a empresa tenha muito dinheiro, certamente ela não quer desperdiçar — pelo contrário, ela quer que ele traga mais resultados ainda.

Então, pense na sua empresa com as lentes de um empreendedor iniciante, que gasta com cuidado, investe no que dá mais retorno, faz parcerias e aproveita todas as oportunidades de negócio baratas ou até gratuitas.

Co-marketing é um bom exemplo de estratégia para fazer mais com menos. A intenção é maximizar a audiência e dividir os custos de produção, divulgação ou distribuição.

Quando uma vinícola e uma cervejaria se unem para superar tempos de crise, por exemplo, elas estão fazendo co-marketing. É a mesma estratégia que Red Bull e GoPro adotam para criar produções e distribuir conteúdos em conjunto.

Perceba que a ideia não é exclusividade dos pequenos negócios e funciona muito bem no marketing para grandes empresas.

3. A burocracia limita a inovação

À medida que uma empresa cresce, os gestores precisam criar processos e hierarquias para garantir o bom trabalho em todas as áreas. Apesar de organizar a estrutura da empresa, essas medidas podem criar entraves para novas ideias e para a evolução do negócio.

Temos aí a descrição das crises de controle e de burocracia que vimos antes. Quando isso acontece, perde-se a espontaneidade que foi essencial para começar o negócio. Naquele momento, ideias eram compartilhadas e decisões eram tomadas em conjunto.

Nas grandes empresas, porém, o excesso de controle, a forte hierarquização e o distanciamento entre gestores e colaboradores podem oprimir a criatividade e a agilidade, que são essenciais para a inovação.

Nesses ambientes, ideias inovadoras não saem do papel porque não são compartilhadas ou emperram na burocracia dos vários níveis de aprovação.

Por isso, as startups têm muito a ensinar ao marketing das grandes empresas. Elas sabem lidar com um ambiente de mudanças rápidas e constantes porque têm processos ágeis e uma cultura de inovação.

Para que isso funcione, elas estimulam a quebra de hierarquias, a aceitação do erro, a colaboração e o empoderamento das equipes para tomadas de decisão.

Ed Catmull, presidente da Pixar, conta no livro Criatividade S.A. como a empresa desenvolveu uma cultura criativa ao criar uma atmosfera de confiança entre a equipe, que estimulava o compartilhamento, a colaboração, o erro e a crítica construtiva.

Portanto, as grandes empresas podem ter a criatividade e a flexibilidade dos pequenos negócios se souberem criar uma cultura de inovação dentro da sua estrutura.

Líderes têm um papel importante nisso, para empoderar os colaboradores e promover a confiança e a colaboração entre a equipe.

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4. Ferramentas não são a essência da empresa

Pequenas empresas lidam com recursos escassos, e isso se reflete na sua estrutura tecnológica. Muitas vezes, processos manuais são necessários porque não há verba para investir em uma ferramenta que automatize as ações.

Com poucos clientes e pouca demanda, isso é possível. Você só precisa ter sócios e colaboradores que coloquem a mão na massa e saibam o que estão fazendo. Porém, quando a empresa cresce, isso fica inviável.

Grandes empresas precisam investir em tecnologia e automação para ganhar competitividade. Um estudo da Accenture mostrou que as empresas que mais investem em tecnologia têm mais que o dobro de receita do que as empresas que não têm essa preocupação.

O problema, porém, é acreditar que basta investir em softwares, aplicativos e ferramentas para ter resultados. Junto a esses investimentos, é preciso investir no que de fato é a essência do seu negócio: as pessoas.

Lembre-se de que, no início, foram as pessoas que alavancaram o negócio, com poucas ferramentas à disposição.

Agora, você pode ter uma estrutura tecnológica simples, desde que cada ferramenta tenha um propósito. E, para isso, é preciso ter uma equipe que desenvolva estratégias e saiba usar as ferramentas a favor dos objetivos do negócio.

5. Pensar grande também é agir localmente

Quando uma empresa cresce, ela pode abrir unidades, filiais e até franquias em diferentes regiões. Muitas marcas passam por um processo de internacionalização, com atuação em diferentes países.

Então, quando uma marca se torna tão dispersa e se distancia das suas origens, como manter a sua essência? É nessa etapa de crescimento que a empresa pode passar por uma crise de identidade.

No início, a identidade é bastante presente. Muitas vezes, está na figura do dono, no seu jeito de ser e na sua relação com os clientes.

É o chef do restaurante que conversa com os clientes de mesa em mesa, é a dona do brechó que pessoalmente garimpa as peças para a loja, é o sócio da startup que defenda a sua ideia com paixão. A identidade com que o público se conecta está aí.

Mas, imagine que esses negócios cresçam para outras cidades, estados ou países… Essa identidade pode se perder. Então, na expansão das operações, o desafio das grandes empresas é manter a sua identidade e, ao mesmo tempo, adaptar-se à cultura local.

O McDonald’s é um exemplo clássico disso. Embora seja uma empresa de fast food global, a marca atua com um marketing local.

Em cada país, os restaurantes adotam receitas orientadas pela cultura local. No Marrocos, por exemplo, o McDonald’s oferece sanduíches de pão pita. Na Índia, a carne é substituída por frango.

Tudo isso sem perder a sua identidade, o seu gosto e a sua forma de atender, que são reconhecidos em todos os cantos do mundo.

Porém, esse não é o padrão entre as empresas internacionais. De acordo com um relatório de marketing internacional da Croud, 1 em cada 3 profissionais de marketing executam a mesma campanha em vários mercados do mundo, sem mudar nada.

Será que as estratégias dessas empresas realmente se comunicam com o público local?

Talvez seja hora de voltar às estratégias dos pequenos negócios: fortalecer a sua identidade em cada operação e se conectar com as pessoas no seu entorno.

6. Relações próximas criam laços mais fortes

Pequenas empresas têm mais facilidade de se conectar com a comunidade no seu entorno. Se for uma loja, ela nasce no bairro, atrai os vizinhos e passa a fazer parte da vida de quem mora por perto ou passa pelo endereço. Se for um escritório, ele nasce com uma pequena base de clientes, que o dono do negócio conhece pelo nome.

Essa relação de proximidade é um diferencial dos pequenos negócios. Cria-se uma conexão forte com os consumidores, que se tornam fiéis à marca e passam a defendê-la com unhas e dentes. Assim se cria uma comunidade em torno da marca.

Veja o exemplo do Bar Luiz, um dos bares mais antigos do Rio de Janeiro. Prestes a completar 133 anos de existência, o bar anunciou que fecharia as portas devido a dificuldades financeiras.

No entanto, a comoção foi tanta que os próprios clientes mobilizaram o movimento #ficabarluiz e tiveram apoio da chef Roberta Sudbrack. O bar segue aberto.

Post sobre ajuda para o Bar do Luiz

Mas, à medida que crescem, as empresas aumentam a sua base de clientes e já não conseguem mais oferecer o atendimento humanizado que davam a todos eles. A relação começa a se tornar mais distante se a empresa não adotar medidas que mantenham esse laço com o consumidor.

Então, uma das medidas é adotar o Marketing de Comunidade, que consiste em criar um espaço de troca com o grupo de consumidores para fortalecer as conexões com eles.

Essa estratégia é capaz de retomar aquela postura do pequeno negócio, que conhece os gostos de cada cliente e faz eles se sentirem parte da empresa.

A Starbucks segue à risca a ideia de chamar os clientes pelo nome, que adoram sair da cafeteria com seu nome escrito na xícara de café.

Mas a marca vai além no marketing de comunidade: os clientes podem enviar ideias para melhorar as estratégias — uma maneira eficiente de fazê-los se sentirem parte da empresa.

Peça do Starbucks pedindo sugestões

Perceba como é importante humanizar as grandes marcas com esse tipo de abordagem. Se o crescimento fez a empresa se afastar da sua identidade e perder a conexão com o público, é hora de mostrar que ela ainda é feita de pessoas.

E são essas pessoas que devem atender os clientes, criar os conteúdos, conversar com os consumidores e estabelecer uma comunicação de igual para igual.

A Starbucks leva o marketing de comunidade e a humanização da marca a um nível superior. Mas você também pode fazer isso com estratégias de social media, email marketing e marketing de conteúdo. Ativar um grupo no Facebook pode ser um bom começo.

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7. Histórias autênticas engajam

A perda de identidade ao longo do crescimento da empresa também traz uma perda de autenticidade. Quanto mais a empresa cresce, mais ela profissionaliza o marketing, que pode se tornar engessado e superficial. A crise de burocracia também pode causar impactos aqui. 

Por outro lado, muitos pequenos negócios sequer têm uma equipe de marketing. O atendimento, a publicidade, os posts nas redes sociais são feitos pelos próprios donos. Assim, os conteúdos das pequenas empresas ganham em autenticidade.

Embora sejam mais simples e passíveis de erros, esses conteúdos despertam a empatia dos consumidores, que se identificam com histórias de pessoas como eles. E, assim, a proximidade com o público é maior.

O que as grandes empresas podem fazer, então? O caminho para a autenticidade, mais uma vez, está em retomar a sua identidade e cultura corporativa. A missão da empresa é o norteador de todas as áreas do negócio, inclusive o marketing.

Além disso, é preciso saber quem é realmente o seu consumidor. Quais são as suas reais dores, necessidades, dúvidas, interesses e comportamentos? O foco precisa sair da empresa e se voltar às pessoas para realmente se conectar com elas.

Dessa maneira, os conteúdos, a publicidade e o relacionamento com o público conseguem transmitir a sua essência e despertar a identificação das pessoas.

O posicionamento da Dove é um bom exemplo. Lançado ainda em 2004, o conceito de valorização da real beleza transformou a relação dos consumidores com a marca.

Em vez da beleza idealizada pela publicidade, a Dove passou a mostrar histórias autênticas de mulheres em busca de aceitação do seu próprio corpo.

São conteúdos assim que as pessoas querem ver na mídia, porque se sentem representadas. É com marcas assim que elas querem se relacionar, porque se identificam com os seus valores. Mais do que perfeição, o mercado hoje exige transparência e responsabilidade.

Portanto, aí estão algumas lições de marketing para grandes empresas que os pequenos negócios têm a ensinar. Apesar de a lógica sempre direcionar os aprendizados dos grandes para os pequenos, retomar os aprendizados dos primeiros passos pode ser valioso para a evolução da sua marca.

Agora, você pode aprender um pouco mais sobre como fortalecer a sua atuação localmente, independentemente do seu tamanho. Baixe agora o nosso e-book sobre SEO local!

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Como usar transmissão ao vivo na sua estratégia de Marketing Digital?

Transmissão ao vivo na estratégia de Marketing Digital

Quando falamos de Marketing Digital, muitos recursos podem ser utilizados de maneira estratégica para impulsionar os resultados. Entre eles, vale ressaltar a transmissão ao vivo — afinal, as lives se tornam cada vez mais populares.

Neste contexto, não se deve esquecer o fato do público ter um nível de exigência maior e quererem participar ativamente do conteúdo — o que chamamos de consumidor 4.0. Assim, é necessário proporcionar uma experiência ao vivo proveitosa para sua ação ter sucesso.

Mas como atingir este objetivo? É necessário adotar soluções que permitam dar uma cara mais profissional às suas transmissões ao vivo. Existem opções para todos os orçamentos e que se adequam a cada estratégia de Marketing Digital.

Pensando nisso, pedimos para os nossos parceiros da Netshow.me darem algumas dicas valiosas sobre como o universo da transmissão ao vivo é simples de ser explorado.

Neste artigo, falaremos sobre:

Como escolher uma plataforma de transmissão ao vivo?

Essa é a dúvida mais comum quando o assunto é live vídeo. Existem muitas opções de plataformas de transmissão ao vivo que podem ser usadas para exibir o seu conteúdo. Mas qual delas escolher? Não existe uma fórmula exata porque todas possuem seu valor estratégico.

Para tomar essa decisão, é necessário conhecer a sua persona. Dessa forma, você saberá quais as necessidades destas pessoas e poderá estabelecer os objetivos que deseja atingir com a sua live — pode ser aumentar o alcance de um evento, captação de leads e até a venda de um serviço ou produto.

Essas informações permitirão que você defina qual tipo de live vídeo utilizar. 

Ufa! Muita coisa, não é mesmo? Agora podemos falar sobre as principais opções de plataformas de transmissão ao vivo disponíveis no mercado. Todas as informações acima te ajudarão a escolher qual faz mais sentido para a sua estratégia.

Entre as opções gratuitas podemos ressaltar redes sociais como Instagram, Facebook, Twitter e LinkedIn. Aqui, o acesso à sua experiência ao vivo é grátis e aberto ao público geral. Nelas, não existe monetização direta e o foco está na visibilidade.

Ainda nas ferramentas grátis, vale ressaltar sites de vídeos como YouTube e Twitch. A dinâmica é semelhante às redes sociais e seu diferencial é o fato de permitirem a monetização do conteúdo. Claro, seguindo as regras e algoritmos determinados pela plataforma.

E se você desejar investir em soluções com maior profissionalismo? Vale a pena usar um software de transmissão ao vivo profissional. Com ele, você poderá definir quem tem acesso à sua live e terá maior controle sobre a monetização.

Além disso, essa opção lhe permite captar leads e dá mais informações sobre o público.

Outra possibilidade é fazer a sua transmissão ao vivo diretamente na sua própria plataforma OTT — também conhecida como plataforma de conteúdo. Nela, é possível utilizar conteúdos como vídeos, podcasts, e-books e, é claro, lives.

Essa opção pode ser um braço importante para a sua estratégia de Marketing de Conteúdo.

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Como garantir o engajamento numa live?

Entre os principais pilares de uma boa transmissão ao vivo está o engajamento do público. Quanto mais interessados os seus espectadores estiverem, maior será o sucesso do seu stream.

Para isso acontecer, é necessário se atentar às ferramentas de interação disponibilizadas pela plataforma. Por quê? Quanto mais recursos neste departamento, melhor será a experiência do usuário, e maior será a facilidade para estas pessoas participarem.

Entre elas, a mais comum é o chat interativo. Nele, os usuários podem conversar entre si a até enviarem perguntas.

Toda plataforma oferece este recurso, embora o software de live profissional ofereça possibilidades de customização como o uso de emojis personalizados, bloqueio de palavras negativas e até destacar mensagens específicas.

Além disso, o compartilhamento social é uma opção para incentivar seu público a divulgar a live em outras plataformas, sejam elas redes sociais ou até o WhatsApp. E, dependendo da plataforma, é possível usar a gamificação para oferecer recompensas para quem mais divulgar.

Outro recurso que permite interação é o uso de links na descrição. Você pode usar essa opção para direcionar o público para materiais complementares e até a venda de produtos. Nas soluções pagas, é possível até personalizar os banners para a mesma finalidade.

Você tem todos estas ferramentas na mão, mas não se esqueça da importância de incentivar as pessoas a participarem. Para isso, converse com o público e dê espaço para perguntas.

Dependendo do porte da sua live, tenha alguém da sua equipe monitorando o chat para repassar as perguntas e medir a aceitação de seu stream online.

O que é um encoder profissional?

E como o objetivo é proporcionar uma experiência ao vivo com uma cara profissional, é necessário olhar para todos os aspectos técnicos.

É importante ter uma câmera com uma qualidade de imagem boa, microfones de alta qualidade para a captação de som, dar atenção à iluminação e ter uma conexão de internet estável.

Mas não é só isso! Para dar uma cara profissional à sua live, você precisará usar um encoder profissional.

Ou seja, um software responsável por receber todos os dados gravados pelos equipamentos, convertê-los e repassar para o programa de transmissão ao vivo — isso é possível ao pegar a chave de stream disponibilizada e colocar nas configurações da ferramenta de live escolhida.

E por que ele é útil? Você terá maiores possibilidades no campo criativo por poder usar mais de uma câmera, colocar trilha sonora e até adicionar elementos visuais como QR Code, motion graphics e banners.

Além disso, é possível incorporar uma videoconferência para ter participantes à distância.

Existem muitas opções de encoders no mercado. OBS Studio, Vmix e Wirecast são as mais recomendadas não só pelo fato de serem gratuitas, mas também por possuírem uma interface bastante intuitiva e de fácil uso.

Como fazer transmissão ao vivo em mais de uma plataforma?

Caso você tenha lido todas as opções de plataformas mencionadas acima e se interessado por mais de uma, como proceder? Existe a possibilidade de transmitir a sua live em vários lugares simultâneos e aumentar ainda mais o alcance da sua transmissão graças ao que chamamos de multistreaming.

Para isso é necessário usar o encoder profissional de sua preferência e procurar a chave de stream fornecida pelo software. Este código deve ser colocado nas configurações da transmissão a ser feita em todas as plataformas escolhidas.

Será necessário ter uma conexão de internet robusta ou até um servidor dedicado que suporte o fluxo de dados. Caso contrário, a transmissão poderá ser comprometida por eventuais instabilidades na rede.

Outra opção é o uso de serviços de multistreaming. Com eles, sua live é transmitida para o servidor deles e redistribuída para as plataformas, o que exigirá menos da sua conexão.

Algumas opções interessantes e gratuitas são Restream.io e Streamyard, embora seja necessário pagar para usar todas as funcionalidades.

Você já está planejando sua live depois de descobrir como fazer uma transmissão ao vivo em mais de uma plataforma?

Não se esqueça de considerar o fato de ser mais desafiador manter o engajamento com o público em mais de um canal – afinal, sua equipe precisará monitorar mais chats.

Qual a diferença entre live e videoconferência?

Com cada vez mais empresas olhando para a digitalização de eventos como uma solução, uma dúvida muito comum veio à tona: qual a diferença entre live e videoconferência?

Ambas são abordagens diferentes da tecnologia live streaming e possuem utilidade para diferentes objetivos.

Quando falamos de videoconferência, uma abordagem chamada one-to-one ou few-to-few. Também conhecida como webmeeting, nela todos os participantes interagem e compartilham informações em tempo real, seja por vídeo, áudio e chat.

Como a qualidade da imagem não é a prioridade, ela é mais usada para ações de comunicação interna e reuniões. Entre as principais ferramentas usadas estão o Zoom, Skype, Google Hangouts e até o WhatsApp.

Já a live tem uma abordagem distinta chamada de one-to-many ou one-to-millions. Ou seja, um dispositivo transmite para os espectadores e o público interage somente através de um chat interativo disponibilizado na plataforma — sejam redes sociais, software de transmissão ao vivo profissional ou plataforma de conteúdo.

Mas e quando você quer fazer uma transmissão ao vivo com pessoas em diferentes localidades?

Nesse caso, é possível incorporar a videoconferência à sua live com o uso de um encoder profissional, afinal, será como se você estivesse usando mais de uma câmera.

Lembre-se: para isso, deve-se garantir boa conexão para todos os participantes.

Este conteúdo foi produzido em parceria com o blog da Netshow.me.




terça-feira, 6 de outubro de 2020

30% de redução do bounce rate e aumento do tempo na página: como melhoramos a experiência do usuário no Blog da Rock Content?

Bounce rate e conteúdo interativo

Se você acompanha a Rock Content há algum tempo, sabe que temos como missão gerar oportunidades de crescimento a todos os nossos stakeholders. E isso inclui, invariavelmente, os leitores do nosso blog.

Foi por isso que, no já longínquo ano de 2013, criamos o Blog da Rock Brasil — na época, chamado de Marketing de Conteúdo. 

Em artigos passados, explicamos que o nome do nosso blog era esse, uma vez que estávamos educando o mercado sobre as estratégias de Marketing de Conteúdo.

No final de 2018, quando o mercado brasileiro já conhecia bem a estratégia, suas técnicas e vantagens, foi hora de fazermos uma migração e “voltarmos para casa”. 

O blog Marketing de Conteúdo virou Blog da Rock, e continuamos a buscar as tendências que traziam resultados promissores lá fora

E foi quase um ano depois, em novembro de 2019, que anunciamos a aquisição da ScribbleLive. Agora, teríamos uma gama maior de produtos no nosso portfólio, que possibilitaram um crescimento ainda maior dos nossos clientes. 

Um desses produtos é o Ion Interactive, ferramenta capaz de criar Conteúdos Interativos. Logo que começamos a abordar esse assunto, percebemos que tínhamos em mão a oportunidade de novamente apresentar para o mercado brasileiro uma tendência recém-chegada no país.

Neste texto, trouxe um case de sucesso do próprio Blog da Rock Brasil. Aqui, vou mostrar como diminuímos o bounce rate e aumentamos o nosso tempo de permanência em página usando experiências interativas dentro dos nossos conteúdos.

Neste texto, você verá:

Se você quer alavancar os resultados do seu blog e oferecer uma experiência incrível para seus leitores, siga conosco!

O Conteúdo Interativo no Brasil

Em janeiro de 2020, ao pensarmos no planejamento do Blog Brasil para o ano, percebemos a necessidade abordar mais a temática de Conteúdo Interativo. 

Até então, pensávamos que o grande ponto positivo da estratégia era o engajamento entre marca e leitores

Com um quiz interativo dentro da sua página, além de conseguir informações importantes sobre o leitor (como nome e email), é possível ver o nível de conhecimento sobre determinado tema.

Com base nos resultados, você tem material suficiente para planejar os próximos posts do blog, por exemplo. Além disso, consegue ver qual o verdadeiro entendimento sua persona tem sobre o assunto que você oferece. 

No entanto, foi apenas no final de março, ao fazer a análise dos dados do nosso blog, que percebi que os Conteúdos Interativos estavam trazendo muito mais do que insights sobre nossa persona. Eles estavam, também, ajudando a aumentar nossas métricas.

O mais interessante de tudo isso é que o termo “Conteúdo Interativo”, por si só, não era tão atrativo para os nossos leitores. Talvez, por ainda não ser tão comum no Brasil, esses não eram os textos que recebiam mais sessões.

Segundo o SEMRush, em janeiro, a palavra-chave “Conteúdo Interativo” tinha por volta de 90 buscas mensais no Brasil.

Pesquisa da palavra "conteúdo interativo" no SEMrush

À medida que o ano foi passando, este formato de conteúdo foi se tornando mais conhecido no país. Em setembro, segundo o SEMRush, essas buscas já subiram para 170 por mês.

Pesquisa da palavra "conteúdo interativo" no SEMrush

Que o Conteúdo Interativo veio para ficar, e para trazer melhor experiência aos usuários, não existem dúvidas. A seguir, você verá ainda mais benefícios dessa estratégia!

Tudo sobre conteúdo interativoPowered by Rock Convert

Os resultados no Blog da Rock Content Brasil

Na home do nosso blog, um texto sobre Conteúdo Interativo certamente teria menos sessões que um texto sobre Marketing Digital. No entanto, o tempo de permanência na página aumentava bastante em relação aos demais artigos.

E o motivo para isso?

O fato de que em todos os nossos textos sobre interatividade, buscamos embedar experiências reais, feitas com o Ion para nós ou para nossos clientes. 

Infográficos, quizzes, ebooks, calculadoras, foram diversos os tipos de conteúdos usados. Além da experiência em si ser cativante, sabíamos que essas peças chamariam atenção dos leitores por não serem tão comuns. 

Em fevereiro, o texto “23 eventos de marketing que você não pode perder em 2020” foi um dos conteúdos publicados na capa do blog com mais sessões. 

Veja abaixo que o texto teve mais de 1.600 sessões no mês, além de ter uma taxa de rejeição (bounce rate) de 87,55%. O tempo de permanência na página foi de 1:04 minutos. 

Diminuição do bounce rate da página

No mesmo mês, postamos um conteúdo sobre “Como usar conteúdo interativo para conquistar mais backlinks”. Esse texto teve aproximadamente 10 vezes menos sessões que o guia de eventos de marketing, com apenas 157 sessões.

No entanto, a taxa de rejeição aqui foi quase 10% menor (77,07%) e o tempo de permanência em página aumentou em mais de um minuto e meio.

Aumento da duração média de sessão na página

Em outro exemplo, no mês de março, temos um texto sobre “23 mulheres do mundo do marketing que você precisa conhecer”. O texto chegou a mais de 2 mil sessões, com um bounce rate de 90,17% e um tempo de permanência em página de 46 segundos.

Aumento da duração média de sessão na página

Já o artigo “Como usar conteúdos interativos em diferentes estratégias de marketing” alcançou apenas 327 sessões, mas com um bounce rate 14% melhor, de 75,84%, e com quase um minuto a mais de tempo de permanência em página. 

Aumento da duração média de sessão na página

E, em todos esses exemplos que se destacaram por ter menor bounce rate e maior tempo de permanência na página, usamos de diversas experiências interativas. Não só para engajar o leitor, mas também para exemplificar sobre esses novos conceitos apresentados:

Exemplo de conteúdo interativo embedado
Exemplo de conteúdo interativo embedado

A estratégia de conteúdo do blog

Nós temos como objetivo destrinchar todos os formatos de Conteúdo Interativo, mostrando as diversas formas com que ele pode alavancar uma estratégia de Marketing Digital

Seja por gerar mais engajamento, converter mais leads, gerar mais dados para o time de marketing e vendas ou mostrar que conteúdos estáticos não se diferenciam da concorrência.

Para educarmos o mercado, traçamos uma estratégia de cluster, em que o Guia de Conteúdo Interativo seria nosso post pilar. 

Nele, tratamos um pouco de todos os assuntos relacionados a interatividade em conteúdos. Em seguida, fizemos uma lista de todos os posts satélites que precisávamos ter. 

Nesses últimos conteúdos, nós desmembramos mais sobre cada formato, característica ou vantagem da estratégia. 

Por exemplo, o nosso guia trazia uma lista com os principais tipos de conteúdo interativo. Ali, citamos brevemente e exemplificamos cada um deles: 

Exemplo de quiz interativo embedado

Neste ponto, linkamos para um conteúdo exclusivo sobre quizzes interativos, que explica ao leitor o que é esse formato, suas vantagens e como algumas marcas já estão usando a estratégia:

Imagem do post sobre quiz interativo

O cluster de Conteúdo Interativo, até o momento, conta com mais de 44 posts sobre o assunto. Temos artigos que vão desde o estágio da descoberta até a decisão por esse formato de conteúdo.

Como você pode imaginar, uma palavra-chave long-tail, muitas vezes, não tem um volume de busca tão grande — principalmente se considerarmos que a palavra-chave mais abrangente “Conteúdo Interativo” também não tem muitas buscas.

Mesmo nesses casos, em que o SEMRush não encontra um volume de dados relevante, ainda vemos que métricas como bounce rate e tempo de permanência em página são melhores: 

Análise de palavra-chave long-tail

Abaixo você confere o desempenho do nosso texto “Saiba como gerar mais leads usando uma estratégia de conteúdos interativos” em abril, mês que foi publicado. 

Apesar dos acessos serem baixos, conseguimos manter os leitores por uma média de 2 minutos na nossa página, interagindo com as experiências embedadas ali. 

Resultado do conteúdo no Google Analytics

Para tornar a análise mais interessante, vamos fazer um comparativo entre nosso “Guia de Infográficos” e nosso texto sobre “Infográficos Interativos”.

Guia de Infográficos

Para essa análise, vamos considerar o mês de julho de 2020. Neste mês, o volume de buscas da palavra-chave “infográfico” foi maior a 60 mil buscas:

Palavra-chave infográfico no SEMrush

Nosso guia chegou a mais de 14.400 sessões no mês. E essas são as principais métricas:

Resultados do texto sobre infográfico no Analytics

Infográfico Interativo

O termo “infográfico interativo” é, claramente, parte do cluster de “infográfico”. Inclusive, dentro do nosso guia, citamos os diferentes formatos que esse conteúdo visual pode ter e a interatividade é um deles.

Sendo assim, já é de se esperar que esse texto terá um volume de buscas menor, por ser uma palavra-chave long-tail. 

Ainda sim, segundo o SEMRush, no mês de julho, foram 170 buscas pela palavra-chave. 

Análise de palavra-chave infográfico interativo

O conteúdo com peças interativas teve 20% menos bounce rate do que o guia de infográfico e os leitores ficaram aproximadamente um minuto a mais na página.

Resultados do texto sobre infográfico interativo no Analytics

E, por fim, para ficar ainda mais tangível, veja como o nosso texto com experiências embedadas tem um resultado melhor do que o conteúdo “Entenda o que é assessment e como essa metodologia pode impactar positivamente na sua empresa” — que, em julho, teve as mesmas 142 sessões.

O bounce rate é quase 30% menor e o tempo de permanência é mais de um minuto a mais.

Resultados do texto sobre assessment no Analytics

Por que você precisa se preocupar com bounce rate e tempo de permanência na página

Nunca é demais reforçar a importância de prestar atenção em métricas como bounce rate e tempo de permanência em página. Muito mais do que pensar no rankeamento do Google, essas métricas são um feedback dos leitores do seu site.

Ignorá-las é colocar em cheque a experiência do usuário. E isso, certamente, vai impactar nas suas posições nas SERPs.

Um leitor que entra na sua página, mas sai dela logo em seguida, sem interagir com seu conteúdo, é um sinal vermelho. Isso pode acontecer porque o seu conteúdo não está solucionando a dúvida que ele teve ao fazer a busca no Google.

Imagine que uma pessoa quer saber qual o melhor tratamento para dor nas costas. Ela digita no Google “tratamento para dor nas costas”, entra no primeiro link e se depara com um texto que fala, apenas, sobre as causas de dor nas costas.

O leitor, em primeiro lugar, ficará frustrado com a experiência. Em seguida, voltará à página inicial do Google, clicando nos demais links. 

O fato de o seu texto não responder a intenção de busca do usuário, fará com que o Google abaixe sua posição no ranking, já que os leitores clicam ali e rapidamente saem da página. 

Já o tempo de permanência na página mostra, obviamente, uma média de quanto tempo os leitores gastam naquela determinada página

Diferentemente do bounce rate, em que alguns estudos demonstram qual é a média estimada para cada nicho de mercado, o tempo de permanência é individual de cada página.

O nosso guia sobre SEO é um texto de aproximadamente 7 mil palavras. É uma leitura longa, e a página conta com diversos vídeos e infográficos — o que aumenta o tempo de permanência. 

Se o Google Analytics mostrar que nossos leitores ficam uma média de 40 segundos nessa página, saberemos que existe algo errado com ela. Afinal, como uma pessoa pode ler 7 mil palavras em 40 segundos?

No entanto, um texto sobre “perfis mais seguidos do Instagram” terá um tempo de permanência muito menor. Quem pesquisa isso no Google, geralmente, quer saber apenas uma lista de quem são as pessoas mais populares da rede. Uma consulta de 40 segundos é capaz de sanar essa dúvida.

Por isso, analise essa métrica individualmente em cada página do seu blog. E considere que, se o seu texto é muito grande, e o tempo de permanência muito pequeno, seus leitores podem não estar encontrando o que buscam. 

Entende como essas métricas são um forte indicador da experiência do usuário dentro do seu blog? Preocupe-se sempre com isso. Ao oferecer uma experiência boa, conteúdo de relevância e textos diferenciados, naturalmente, seu posicionamento no Google melhorará.

Agora que você já entende a importância do bounce rate e tempo de permanência, vamos para outro ponto importante: por que o conteúdo interativo é capaz de afetar essas métricas.

O poder de engajamento do Conteúdo Interativo

O motivo pelo qual o Conteúdo Interativo é capaz de influenciar o bounce rate e o tempo de permanência em página é simples: o alto poder de engajamento desse formato de conteúdo.

Uma pesquisa feita pelo Ion Interactive mostra que 23% dos interessados disseram que, se o conteúdo não os engaja de primeira, eles não leem demais conteúdos dessa marca

Considerando que o tempo de concentração médio nos dias de hoje é de 8 segundos, é essencial conquistar o interesse do leitor logo que ele entra em contato com sua página. 

Imagine que você está buscando sobre como calcular o ROI de uma campanha de marketing. 

Ao entrar na página, você encontra uma calculadora interativa, que permite você colocar os números da sua própria campanha e ela já mostra o resultado. Algo como a calculadora de ROI feita pela Rock:


Concorda que a experiência oferecida na página é muito mais cativante do que se tivéssemos apenas passado a fórmula de como fazer o cálculo do ROI?

Considerando, ainda, a pesquisa do Ion, temos que 79% dos leitores fazem uma leitura escaneável e não leem palavra por palavra. Assim, certamente uma experiência embedada na página chama muito mais atenção em uma página do que um bloco de palavras.

Hoje em dia, a experiência do cliente e o seu engajamento, são os principais fatores que diferenciam as marcas — mais até do que o preço e o produto vendido.

Olhando do ponto de vista das empresas, 88% dos profissionais de marketing afirmam que o Conteúdo Interativo é capaz, sim, de diferenciar a marca dos competidores. 

É possível ver, então, como o engajamento atua diretamente nas métricas que estamos discutindo neste texto. 

Conseguindo a atenção dos seus leitores por mais tempo, ele ficarão mais em sua página. Além disso, oferecendo interatividade, você garante que ele interaja e clique em diferentes pontos. Certamente, seu bounce rate vai cair e seu tempo de permanência vai aumentar.

Você já sabe de toda a parte teórica que envolve a influência do Conteúdo Interativo. Agora, para garantir a prática, vamos aos melhores formatos!

Os melhores formatos de Conteúdo Interativo para aumentar o tempo de permanência e diminuir o bounce rate

Os Conteúdos Interativos, como mostramos, são formatos que geram alto engajamento. No entanto, um ebook interativo não vai fazer com que o bounce rate do seu blog diminua.

Isso porque esse formato, normalmente, é oferecido dentro de uma landing page. 

Logo, listamos aqui os principais formatos que podem ser oferecidos dentro das páginas do seu blog, embedados nos textos, garantindo uma experiência agradável e inovadora.

1. Calculadoras interativas

As calculadoras interativas podem ser usadas em diferentes estágios do funil de vendas. Uma calculadora que mostra o CAC de uma empresa, por exemplo, está no topo de funil. 

No entanto, você pode desenvolver uma peça fundo de funil mostrando os benefícios que os leads terão ao fazer negócio com você. Isso é possível se você mostrar quanto (financeiramente) o lead economizará se fechar negócio com sua empresa

A Cengage montou uma calculadora que mostra quanto os alunos podem economizar em livros universitários se usarem o Cengage Unlimited:

2. Quiz interativo

Os quizzes são uma excelente maneira de educar a sua persona ao mesmo tempo que você aprende mais sobre ela. 

O formato, que lembra um jogo, é bastante atrativo aos usuários e garante uma experiência personalizada. Os leitores encontrarão diferentes resultados com base nas alternativas que marcarem. 

A empresa Dun & Bradstreet criou um quiz que determina o sucesso que profissionais de marketing B2B terão em acelerar as vendas.

Ao final, o usuário recebe seu resultado personalizado e algumas dicas de como melhorar o seu processo. 

3. Infográficos interativos

Infográficos são um ótimo formato para transmitirem informações complexas. Ao misturar texto e imagens, os infográficos conseguem prender a atenção do usuário e facilitar o seu entendimento sobre o conteúdo transmitido. 

A mesma pesquisa do Ion citada anteriormente mostra que 65% dos entrevistados afirmaram conseguir lembrar mais informações quando elas vêm acompanhadas de imagens.

Infográficos interativos, além de terem o apelo visual, também pode conter partes que estimulem o engajamento do leitor, como quizzes. 

O infográfico abaixo, feito pela Right Source Marketing, é um bom exemplo. Veja como eles usaram gráficos para passarem informações mais relevantes e técnicas. 

É fato que o Conteúdo Interativo veio para ficar. Seja com a capacidade desse formato de engajar os leitores, seja pelo fato de que influencia positivamente métricas importantes, você certamente conseguirá se diferenciar da concorrência e trazer maior autoridade para seu domínio.

Se você ficou interessado, e quer conseguir resultados impressionantes, como o do nosso blog, entre em contato com nossos consultores. Teremos prazer em encontrar uma estratégia personalizada para sua empresa!

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Curto e longo prazo no marketing: os reflexos no conteúdo e storytelling

Curto e longo prazo no marketing

Se eu pensar nas marcas com as quais tenho trabalhado ou prestado consultoria nos últimos anos, a maioria delas na área de tecnologia B2B, a principal prioridade sempre foi a ativação de vendas em curto prazo.

Nós, profissionais de marketing B2B, costumamos chamar de geração de leads.

As empresas investiram a maior parte do orçamento delas em campanhas de curto prazo, no fundo do funil (e em conteúdo relacionado), na esperança de aumentar as vendas nos próximos trimestres. Eu tive uma prioridade semelhante quando liderei o marketing para a divisão de uma grande empresa na área de energia.

O foco não era a marca. As campanhas de ativação de curto prazo e os programas de vendas eram bem-sucedidos na maioria dos casos. Pelo menos, isso é o que eu (e a maioria dos profissionais de marketing) pensamos.

A pesquisa mais recente de Les Binet e Peter Field, Effectiveness in Context, analisa centenas de campanhas do banco de dados IPA, com foco na eficácia do marketing.

Efectiviness in context, Les Binet and Peter Field

De acordo com Binet e Field, a eficácia do marketing está em declínio e o “curto prazo” é, em muitos aspectos, a mãe de todos os problemas de marketing. O que aconteceu, exatamente?

Rock Content Magazine 4º ediçãoPowered by Rock Convert

Os efeitos do curto prazo no marketing

Como mencionei, os profissionais de marketing estão cada vez mais focados no curto prazo. Eles gastam dinheiro na ativação de vendas imediatas, em vez de construir uma marca em longo prazo. Optam por táticas de fundo do funil porque pagarão melhor, em um ano, na maioria dos casos.

Mas em uma das partes mais importantes da pesquisa, Field e Binet demonstram que, no longo prazo, essa visão imediatista deteriorará rapidamente o impacto geral do marketing.

Muito tempo gasto colhendo as frutas mais baixas significa menos tempo para regar a árvore. Eventualmente, ela para de crescer.

Efectiviness in context, Les Binet and Peter Field

Além disso, distraídos por um fluxo contínuo de dados de curto prazo, os profissionais de marketing não vão perceber que algo vai dar errado. E quando o fizerem, pode ser tarde demais.

Existem outras descobertas notáveis ​​mencionadas nas pesquisas mais recentes:

  • marcas online tendem a buscar efeitos de ativação de vendas de curto prazo mais do que marcas offline, devido à disponibilidade de clientes;
  • marcas em categorias com alto volume de pesquisas online (serviços financeiros, bens duráveis etc.) tendem a seguir marcas online e buscar efeitos de ativação de vendas de curto prazo, porque é mais fácil ativar respostas;
  • profissionais de marketing de marcas de vendas baseadas em assinatura (por exemplo, operadoras de rede móvel e software) diminuíram os gastos das comunicações com construção de marca.

Com base em minha experiência, eu acrescentaria que a maioria das marcas de tecnologia B2B tende a priorizar estratégias de curto prazo devido à disponibilidade mais fácil de clientes online.

“A revolução digital costuma levar ao aumento da eficiência de ativação e, portanto, uma proporção maior deve ir para a marca. Parece paradoxal, mas o que está acontecendo no mundo digital significa que você precisa construir essa marca ainda mais”, diz Binet.

“Marcas online que vendem ou alcançam o público online precisam de uma porcentagem maior de seus gastos indo para a construção da marca, pois elas já têm canais diretos para conversão.

A realização digital está levando a uma maior eficiência de distribuição, portanto, é necessário dar mais ênfase à marca.”

O mesmo vale para aquelas em categorias com alto volume de pesquisa online, de tecnologia, baseadas em assinatura financeira e para todas as empresas que negligenciaram estratégias de reconhecimento de marca em longo prazo.

RFP para Marketing de ConteúdoPowered by Rock Convert

O papel do conteúdo e storytelling nesse contexto

Consequentemente, a produção de conteúdo se concentrou, principalmente, no fundo do funil e no conteúdo focado no produto (ou serviço) para dar suporte a programas de ativação de vendas de curto prazo.

Na maioria dos casos, uma estratégia de conteúdo sólida e documentada nem foi solicitada e nem implementada. Você não precisa dela para a execução de campanhas de ativação de vendas de curto prazo.

Field e Binet aconselham uma estratégia combinada de reconhecimento de marca e ativação de vendas para alcançar o máximo de eficácia de marketing. Eles aconselham uma divisão em 60/40 para um impacto ideal em muitas categorias diferentes.

Isso significa que você deve investir pelo menos 60% de seu orçamento em reconhecimento de marca em longo prazo e 40% em ativação de vendas mais imediata. E pode haver variação nesse valor para cada setor. Por exemplo, o setor financeiro é aquele em que a construção da marca é mais importante.

Efectiviness in context, Les Binet and Peter Field

As comunicações de marca criam estruturas de memória duradouras, que aumentam o nível básico de demanda e reduzem a sensibilidade ao preço. A ativação de vendas aciona essas memórias e as converte de forma eficiente em vendas imediatas”, diz Binet.

A construção da marca e a ativação de vendas não são escolhas ou alternativas. Elas são mutuamente interdependentes e ambas são essenciais para o sucesso em longo prazo.

Os autores explicam que o marketing de ativação de vendas tem a ver com o aumento da disponibilidade física e funciona melhor por meio de um direcionamento rígido e mensagens relevantes.

Em contraste com isso, a construção da marca significa aumentar a disponibilidade mental dos consumidores para sua empresa e é impulsionada por amplo alcance, histórias, emoções e associações.

Efectiviness in context, Les Binet and Peter Field

O cenário ideal seria executar programas integrados de conscientização da marca e ativação de vendas. E é aqui que a estratégia de conteúdo e técnicas como storytelling entrarão em jogo.

O conteúdo e o storytelling no topo do funil estimularão o conhecimento da marca e sua necessidade de construir memórias duradouras. Os materiais de meio e de fundo do funil alimentarão a necessidade imediata de programas de ativação de vendas.

O valor está nas lembranças e o conteúdo está no centro delas.

Conheça uma forma efetiva de colocar isso em prática. Confira qual é o valor da Experiência de Conteúdo para a sua marca.




quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Lacunas de conteúdo: confira quais são os principais gargalos da sua estratégia e como solucioná-los

Lacunas de conteúdo

Estratégias de Marketing de Conteúdo eficazes são resultado de um longo trabalho que visa garantir o alcance do seu público por meio de canais específicos, abordando assuntos de interesse e fazendo isso com diferentes tipos de conteúdo. 

Enquanto uma estratégia está em curso, é essencial analisar se ela é capaz de atender à persona de forma completa, ou se há o que chamamos de lacuna de conteúdo.

Esses gaps são gerados quando o time de Marketing não está sendo 100% eficiente na forma em que planeja e executa sua estratégia. 

As lacunas são um problema que impactam negativamente a potência das campanhas, mas elas podem ser facilmente identificadas.

Neste post detalharemos melhor esse conceito de lacunas de conteúdo, como elas acontecem e quais práticas podem ajudar a detectá-las. O conteúdo abordará os tópicos:

Continue a leitura e confira!

O que são as lacunas de conteúdo?

Lacunas de conteúdo são possíveis problemas que uma estratégia de Marketing de Conteúdo pode enfrentar na sua execução. 

O que configura essa ideia de lacuna é o fato de que os concorrentes do mesmo setor podem estar explorando temas, termos e tipos de conteúdo que, atualmente, a sua estratégia não está sendo capaz de cobrir.

O problema surge justamente quando contextualizamos com a competitividade no mercado. Ao posicionar uma estratégia de conteúdo, SEO é essencial, já que se trata da otimização para disputar um espaço na SERP do Google

De forma simples, é possível afirmar que, quem consegue essa posição, são empresas que souberam analisar suas lacunas e, devidamente, preenchê-las.

É natural que uma estratégia, em sua concepção, apresente algumas falhas ou incapacidade de cobrir todos os temas e outros elementos que compõem um trabalho de conteúdo.

No entanto, é essencial dedicar esforços contínuos para que, cada vez mais, essas lacunas sejam reduzidas, até que a estratégia esteja mais próxima possível de entregar o que se espera.

O impacto do público nesse conceito

Quando posicionadas em um mercado, marcas esperam que seu trabalho de Marketing seja capaz de entregar ao público o que ele espera dela: comunicação direta, atendimento, transparência, entre outros pontos. 

No entanto, esse público, indiretamente, espera mais, nesse caso, o conteúdo, o que é indispensável para campanhas de Marketing sólidas e capazes de atrair essas pessoas.

Se uma empresa não consegue entender quais tipos de conteúdos seu público espera, forma-se então um gap, ou seja, a lacuna de conteúdo.

Assim, de forma simples e objetiva, as lacunas podem ser consideradas justamente a diferença entre o que a sua estratégia de conteúdo oferece e o que o público-alvo está em busca.

Em um exemplo simples, suponhamos que sua empresa seja uma loja online de produtos alimentícios veganos.

Para atrair público, a estratégia de conteúdo vai produzir blog posts, ebooks, infográficos e vídeos, alimentando essa abordagem Inbound, gerando tráfego para seu blog e então posicionando essas pessoas em um funil de conversão.

Entre os assuntos que precisam ser abordados para realmente atrair público, essa estratégia vai abordar alguns que entende que são mais importantes, como:

  • alimentos veganos de baixo custo;
  • receitas veganas;
  • onde encontrar alimentos veganos na cidade do Rio de Janeiro.

No entanto, a lacuna se forma quando a estratégia não consegue preencher toda essa busca de conteúdo que o público-alvo tem.

Suponhamos que essa lacuna se formou porque, além dos assuntos citados acima, corretamente escolhidos, essas pessoas também gostariam de saber sobre:

  • como comprar alimentos veganos online;
  • quais são os alimentos veganos mais nutritivos;
  • como se tornar um vegano.

Uma vez que esse gap se forma, a estratégia da empresa está deixando de atrair mais pessoas, justamente porque não foi capaz de detectar todos os assuntos de interesse.

Isso acontece porque, certamente no planejamento, houve dificuldade de analisar devidamente elementos essenciais para a estratégia.

Quais são os tipos de lacunas de conteúdo?

Há três pilares importantes para estratégias de conteúdo e é a partir deles que se forma esses gaps. Assim, automaticamente, é possível definir que há três tipos de lacunas de conteúdo: palavra-chave, estágio do funil e distribuição do conteúdo.

Os erros acontecem justamente quando um desses três pilares não é devidamente analisado e compreendido, gerando lacunas em cada um deles.

A seguir, entenda detalhadamente cada um desses tipos e de que forma eles são importantes para as estratégias de conteúdo.

Lacuna de palavras-chave

Palavras-chave são essenciais para qualquer estratégia de conteúdo. Elas são uma representação direta das intenções de um consumidor ao buscar algo na web, ou seja, se é possível conhecer as intenções do público, é mais fácil de supri-las. 

As palavras-chave ajudarão a indicar o que o público-alvo espera encontrar, ou seja, basta produzir conteúdo que responda a esses termos. Os conteúdos, naturalmente, terão a presença das palavras-chave em pontos estratégicos, respeitando os padrões e exigências de SEO. 

Assim, de forma simples, se selecionam um grupo de termos estratégicos que estão sendo buscados e que tenham relação com o negócio da empresa. A partir disso, todo o planejamento de conteúdos pode ser devidamente feito.

Dito isso, o problema pode começar quando justamente esse trabalho de pesquisa de palavras-chave não é eficiente.

Isso pode acontecer por algumas razões, especialmente quando o time de Marketing não sabe exatamente como pode explorar esses termos em conteúdos. Para cada segmento de mercado, há uma infinidade de palavras-chaves que podem ser utilizadas.

É necessário, primeiramente, entender a persona e o que ela espera de um negócio como o da sua marca. A partir disso, fica mais fácil projetar quais seriam os termos buscados, o que deve vir acompanhado de uma pesquisa.

A lacuna acontece justamente quando palavras-chaves úteis para atrair público para sua empresa deixam de ser usadas e, pior ainda, estão sendo usadas por concorrentes.

Esse gap acontece porque a estratégia, além de não atrair o máximo de tráfego qualificado possível, ainda enfrenta concorrentes que estão sendo capaz de fazer isso.

Dossiê das Palavras ChavesPowered by Rock Convert

Lacuna de estágio de funil

O funil de Marketing é um conceito essencial e que faz parte da rotina de times, uma vez que ele é indispensável para a estratégia de conteúdo. 

Seu público chegará por meio de diferentes tipos de conteúdos, uns mais superficiais, que apenas falam sobre temas gerais do seu mercado, enquanto outros serão atraídos por conteúdos mais diretos, já sendo tratados como compradores iminentes.

Uma estratégia de Marketing de Conteúdo bem estruturado tem um propósito central dividido em três intenções: atrair, educar e então gerar conversões

Esse ciclo formado por fases é o que forma o funil, ou seja, um grande número de leads é atraído, alguns se mantêm e lidam com conteúdos mais voltados ao produto que sua empresa oferece e, após isso, quem tem a intenção de comprar, chega na fase final.

A lacuna de conteúdo acontece justamente quando a estratégia não é capaz de produzir conteúdo suficiente para alimentar os três estágios de funil: topo, meio e fundo. Assim, em algum momento pode ser que o público seja atraído para um estágio pouco interessante para ele.

Por exemplo, alguém que ainda precisa conhecer mais sobre o produto e o negócio já é diretamente atraído por um conteúdo de fundo de funil, induzindo a compra.

O risco de energia desperdiçada é grande, uma vez que é difícil que um consumidor compre na primeira vez em que ele lê sobre determinado negócio.

Por isso, é essencial evitar uma lacuna de conteúdo por conta dessa falta de volume de produção para cada um dos estágios do funil.

Além disso, é essencial também que esses blog posts, ebooks e o que mais for, sejam devidamente adequados, respeitando o momento do consumidor dentro dos padrões que o Marketing de Conteúdo prega, inclusive com o uso do CTA e da abordagem certa.

Lacuna de distribuição de conteúdo

Por fim, a última lacuna de conteúdo é a distribuição, ou seja, em quais canais o seu conteúdo será oferecido para o seu público-alvo

Naturalmente, quando se cria um blog post, por exemplo, ele estará disponível na web e, se está otimizado, tem grandes chances de ser encontrado em uma simples pesquisa no Google.

Essa é a busca orgânica, uma das formas de distribuição de conteúdo, a mais natural e praticamente automática, mas só ela não é suficiente.

As outras maneiras de entregar seu conteúdo ao público podem ser melhor classificadas como uma promoção deles, mais precisamente.

A razão é que ele já está publicado no blog, ou em outra plataforma, então o trabalho é promover a existência do conteúdo em questão para gerar mais acessos e engajar o público com esse material.

Contar apenas com o Google para que o conteúdo seja entregue ao público é deixar de aproveitar formas potentes de promoção, por meio de uma grande seleção de canais e de recursos de impulsionamento.

Hoje, além da busca orgânica, a distribuição pode ser feita por:

Nessa lacuna de conteúdo vale a mesma ideia aplicada para as outras, em relação ao problema que acontece: seu público pode ser alcançado em mais plataformas, de diferentes formas e, além disso, pode ser que seu concorrente esteja aproveitando bem os canais de distribuição.

Qual é a importância de mapear e otimizar essas lacunas?

É essencial garantir um trabalho de otimização na forma como esses três pilares são conduzidos no planejamento da estratégia. Os resultados obtidos preenchem diretamente alguns objetivos essenciais que o Marketing de Conteúdo visa alcançar.

Confira!

Engajar mais

Se sua estratégia usa as palavras-chaves certas, gera interesse no conteúdo. Se eles atendem à etapa do funil em que o cliente está, gera o efeito certo.

Se esses conteúdos são promovidos em vários canais, é certo que o público vai encontrá-los de uma forma ou de outra. Todos esses ganhos geram, diretamente, engajamento!

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Gerar maior tráfego

O tráfego é fundamental para garantir que mais pessoas dentro do público-alvo possam se deparar com os conteúdos oferecidos.

Naturalmente, haverá consumidores mais qualificados, enquanto outros não estarão tão interessados, mas aumentar o volume do tráfego é sempre vantajoso e traz benefícios diretos.

Gerar mais conversões

Um bom número de conversões depende de vários fatores, mas mais especificamente, de um nível de produção que vise o encaixe desses conteúdos em todos os estágios de funil.

Isso permitirá captar leads e, nesse trajeto, induzi-los à conversão com maior eficácia.

Competir no mercado

Uma estratégia mais otimizada é o que toda marca precisa para ter conteúdo relevante, capaz de atrair e converter.

Se seu time de Marketing remove todas as lacunas de conteúdo, certamente isso torna a empresa em questão uma forte concorrente no mercado.

Como analisar as lacunas?

A parte mais importante do trabalho, após saber exatamente o que são essas lacunas, é trabalhar na análise delas. É nessa etapa em que elas poderão ser detectadas e devidamente corrigidas.

A seguir, saiba como fazer isso considerando os três tipos de lacunas de conteúdo.

Nas palavras-chave

Quando tratamos das palavras, é um exercício de frequência. Novos termos podem ser usados semanalmente, então é importante, primeiramente, definir uma rotina de pesquisa de palavras-chave. 

É possível elencar alguns termos não usados, mas que têm potencial, para avaliar semana a semana como cresce a busca por eles e, se necessário, decidir pela inclusão na estratégia.

Fora esse trabalho manual, que é importante, a melhor maneira de detectar as palavras-chave que podem ser utilizadas é com as ferramentas de automação. Algumas, focadas justamente na pesquisa e monitoramento de termos, têm funções voltadas exclusivamente a encontrar essa lacuna.

O melhor exemplo é a ferramenta da SEMRush, uma das ferramentas de SEO mais conhecidas do mercado. Ela permite selecionar os seus principais concorrentes e então realizar essa pesquisa de lacuna.

Lacunas SEMrush
Análise de lacunas de palavras-chave

Após realizar a pesquisa com esses competidores selecionados, o SEMRush vai mostrar, dividido por cada site, quantas foram as palavras-chave encontradas nessa lacuna. Isso significa que esses termos são usados pelos seus concorrentes, mas não por sua estratégia.

Nos estágios do funil

A análise deve ser direcionada para uma observação do tom dos seus conteúdos e com quais estágios do funil eles se relacionam. Para isso, é fundamental entender qual tipo de conteúdo deve estar nas respectivas etapas do funil.

Baseie-se desta forma:

  • Topo de funil: conteúdo para uma base ampla, mais superficial, trazendo conceitos, ideias e listas. Nessa etapa, o público está sendo devidamente educado ainda.
  • Meio de funil: focado em informar um pouco mais sobre produtos e serviços sobre o segmento da empresa, mas sem uma abordagem tão explícita. Os posts do tipo “como fazer” são ótimas ideias.
  • Fundo de funil: conteúdos direcionados para clientes que já conhecem o produto e que estão prestes a comprar, na fase de decisão. Para isso, o conteúdo deve ser mais explícito, falar diretamente sobre produto e serviço, oferecendo a conversão no CTA.

Dessa forma, sabendo exatamente o que cada estágio pede, analise a produção dos seus conteúdos e distribua um bom volume para cada etapa.

O ideal é definir um calendário editorial no planejamento, e assim deixar definido quantos e quais conteúdos serão produzidos para cada estágio do funil.

Na distribuição e promoção dos conteúdos

Analisar uma lacuna de distribuição de conteúdo é um exercício que deve ser baseado em questionamentos. Alguns dos mais importantes são:

  • Em quais canais a empresa está?
  • Quais desses canais têm melhor desempenho de interação?
  • Quais canais têm maior tráfego?
  • Quais apresentam o melhor ROI em estratégias de Marketing?
  • Em quais canais o público-alvo se concentra mais?

Após essas perguntas simples, é possível analisar se, atualmente, seu conteúdo está sendo devidamente promovido nos canais que realmente podem ter a melhor performance.

Se os canais mais frequentes nas respostas acima não estão entre os que você usa para compartilhar seus conteúdos, certamente há uma lacuna iminente.

Lembre-se de que todo esse trabalho de análise para responder as perguntas devem ser feitos a partir dos resultados de métricas e KPIs desses canais. Sem dados é impossível detectar quais são as plataformas mais importantes para a estratégia.

Como priorizar a análises dessas lacunas e evitar que elas se repitam?

Seu time de Marketing quer estar cada vez mais de olho nas possíveis lacunas de conteúdo, em prol de evitar que elas estejam presentes?

Veja a seguir como priorizar as análises e evitar ainda mais esses gaps entre o que sua estratégia entrega e o que o público deseja!

Acompanhar as palavras-chave 

Palavras-chaves devem ser monitoradas constantemente. O índice de busca e cada uma delas pode variar, o que ajuda a mostrar quais delas têm rankeado melhor.

Por mais que as ferramentas de automação tragam os dados de maneira facilitada, o trabalho de acompanhamento precisa fazer parte da rotina do time de Marketing.

Verificar métricas de tráfego

As métricas de tráfego ajudam a entender por meio de quais canais o seu público chega aos seus conteúdos. A partir daí, é simples: invista em divulgação nessas plataformas com maior acesso!

Isso garante que sua estratégia seja promovida em canais que, conforme detectado, geram maior tráfego qualificado aos posts e outros conteúdos.

Planejar a quantidade de conteúdo ideal para cada estágio

O calendário editorial tem grande importância em uma estratégia de conteúdo. Ele organiza cronologicamente os posts a serem feitos, considerando as palavras-chave e também as etapas do funil. 

Com essa base de planejamento, defina quantos conteúdos serão direcionados a cada um dos estágios do funil, evitando que algum tenha volume abaixo do necessário.

Evitar uma lacuna de conteúdo é um trabalho importante de otimização das estratégias de Marketing Conteúdo. Com esforços de monitoramento contínuo e com a ajuda de ferramentas especializadas é possível alcançar os resultados que qualquer equipe sonha!

E sua estratégia digital, como anda? Podemos fazer uma avaliação para você! Entre em contato conosco!