sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Leads B2B: o que é como gerar e dicas para aperfeiçoar seus processos

Leads B2B

Existe um elemento que ocupa uma posição fundamental tanto nas estratégias de marketing quanto nos processos de vendas: o lead. Esse termo é usado para se fazer referência ao cliente em potencial. Assim, quanto mais contatos você tem, mais vendas pode fechar.

Por isso, não é difícil compreender o quanto a geração de leads é importante para uma empresa. Aliás, isso foi comprovado em um estudo do Content Marketing Institute. A pesquisa revelou que gerar leads é o objetivo mais importante para 85% dos profissionais de marketing B2B entrevistados.

Acontece que vender para empresas não é tão simples quanto vender para o consumidor final. Pelo contrário, fechar negócios com elas é algo complexo e demorado. Mas é possível otimizar esse processo antes mesmo que o time de vendas entre em ação.

Tudo depende de um bom trabalho de geração de leads B2B, bem como da qualificação desses contatos. Quer aperfeiçoar esse processo? Então continue a leitura!

A seguir, você vai encontrar os seguintes tópicos:

O que são leads B2B?

Leads B2B (business to business) são os potenciais clientes empresariais que você tem na sua base de dados. Isso inclui informações de contato, como email e telefone, das pessoas que tomam a decisão de compra dentro dessas organizações.

Podemos até fazer um paralelo com o que ocorre no mercado B2C (business to consumer). As empresas se esforçam para conseguir que os visitantes informem seus dados de contato, de modo que possam nutri-los.

Muitas vezes, essa nutrição é feita por meio do email marketing. Quando essas pessoas estão prontas para comprar, entra em ação o trabalho de vendas, visando levar o lead a fazer a compra.

Quando se trata de leads B2B, sua empresa precisa justamente disto: uma base de potenciais clientes que possam ser conduzidos à decisão de compra. A questão é que, se o lead é empresarial, as coisas não são tão simples como geralmente ocorre com o público B2C.

Para começar, soluções direcionadas para empresas costumam ser muito específicas. Desse modo, talvez seu produto ou serviço seja adequado para uma quantidade não muito grande de companhias, o que pode limitar a quantidade de potenciais clientes.

Assim que você encontra empresas que poderão se interessar por sua solução, outras dificuldades começam a surgir. Por exemplo, quem é que vai tomar essa decisão de compra? Será que essa pessoa vai depender da aprovação de um comitê? Qual seria o melhor momento para fazer a abordagem de venda?

Diante de tudo isso, fica claro que vender para o público B2B é algo bem complexo. Mas essa atividade precisa ser bem executada, já que ela vai ter um grande impacto no processo comercial.

Se você conseguir passar para os vendedores os leads que têm um bom potencial de conversão, isso vai otimizar o trabalho da equipe, o que significa melhorar o ROI do vendarketing.

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Como gerar leads B2B?

Já que a geração de leads B2B é tão importante, como fazer isso? Não existe apenas uma maneira, de modo que é preciso avaliar o que funciona melhor para a sua empresa. Mas já podemos adiantar que muito provavelmente o Inbound Marketing pode ajudar você a construir uma boa base de clientes em potencial.

Vamos ver três formas de gerar leads B2B.

Prospecção ativa

Uma maneira de gerar leads B2B é prospectá-los de maneira ativa. Inclusive, alguns negócios cometem um grande erro nessa etapa: compram listas de email. Mas essa estratégia é péssima por vários motivos.

Para começar, é ilegal, já que sua empresa não pode obter e armazenar dados de uma pessoa sem ter o consentimento dela. Aliás, isso já era crime antes mesmo da chegada da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Como se não bastasse, quem garante que os contatos dessa lista terão interesse na sua solução? Além de eles acabarem dificultando o trabalho do time de vendas, ainda poderão denunciar você por envio de spam. Seria um prejuízo para a reputação da sua empresa, não é verdade?

Para prospectar, primeiro é preciso ter em mente para quem sua empresa quer vender. Qual seria o perfil da companhia ideal? Isso envolve definir, por exemplo, o porte, o faturamento médio e a área de atuação dela. Inclusive, você pode até analisar os clientes que a sua empresa já tem para traçar um perfil daqueles que dão um bom retorno.

Além disso, é preciso pensar nos motivos pelos quais esse cliente ideal poderia se interessar pela solução que você está oferecendo. Sua empresa pode oferecer algum diferencial em comparação com os concorrentes?

Para os casos em que os vendedores forem se deslocar até os potenciais clientes, é bom que eles tenham algum material de apoio, como folders e catálogos. Se o processo for se desenrolar no ambiente online, uma apresentação bem elaborada pode ajudar muito nos contatos por email.

Use a internet para procurar empresas. As redes sociais são um bom local para fazer esse tipo de pesquisa, em especial o LinkedIn. Sites de associações empresariais também podem oferecer informações úteis. Organize esses dados em uma planilha e use-a para entrar em contato com essas empresas.

Durante a conversa, é preciso lembrar que benefícios são mais importantes que características. Em vez de se concentrar em informar as especificações técnicas da solução, a equipe de vendas deve destacar de que modo o produto ou serviço consegue resolver os problemas que aquela empresa tem.

Eventos

Se sua empresa vai participar de uma feira, convide os clientes que já estão na sua base e que estão localizados na região do evento.

Use o email marketing para enviar esse convite e monitore quais pessoas clicaram no CTA (call to action) da mensagem. Assim, você pode enviar informações adicionais e até mesmo convidar o prospect a agendar uma conversa com um consultor.

Durante o evento, disponibilize tablets ou computadores já abertos em landing pages específicas. O objetivo é fazer com que as pessoas interessadas solicitem mais informações e recebam a atenção necessária em outra ocasião.

Essa estratégia pode ser útil em especial se sua empresa não tiver condições de deslocar até o evento uma boa quantidade de vendedores ou consultores.

Além disso, tenha em mente que muitas das pessoas que comparecerem ao evento não estarão prontas para fechar negócio. Por isso, pense na possibilidade de oferecer um ebook ou um curso grátis ao pedir os dados de contato delas. Além de um brinde como esse agradar o lead, ainda ajuda a guiá-lo pelo funil de vendas.

Quando o evento terminar, crie um fluxo de nutrição para começar a guiar todos esses contatos pela jornada de compra. Claro, isso deve levar em conta as complexidades do público B2B, o que pode exigir calls em alguns momentos.

Inbound Marketing

O Inbound Marketing é uma maneira excelente de aumentar a base de leads. Um estudo da Demand Metrics mostrou que ele consegue gerar três vezes mais prospects que o Outbound Marketing, embora custe 62% menos.

Além disso, dos profissionais de marketing que usam conteúdo para gerar leads, 53% disseram ter sucesso com a estratégia. Veja isso na imagem a seguir.

Objetivos de profissionais de marketing B2B

Por isso, em uma estratégia de geração de leads B2B, não se pode deixar o Inbound Marketing de lado. Afinal, conteúdo pode atrair as pessoas que tomam as decisões de compras dentro das empresas.

Em uma estratégia de Marketing Digital, ebooks são materiais para a geração de leads, já que o visitante precisa informar seus dados de contato para acessar o conteúdo. Mas existem outras maneiras de obter essas informações.

Uma delas é a assinatura de newsletter. É importante que alguns artigos do blog convidem o visitante a assiná-la. Esse convite também pode ser feito por meio de um CTA na barra lateral, no cabeçalho do blog ou por meio de uma pop-up.

Outra estratégia é usar um plugin do WordPress para exibir uma mensagem quando o visitante movimentar o cursor em direção à barra de endereço a fim de ir embora. Nessa caixa, você pode oferecer um ebook ou a assinatura da newsletter.

Essas são algumas formas de usar seu blog para gerar leads. Mas como fazer para que esses leads B2B sejam qualificados, de modo que o time de vendas tenha mais chances de sucesso? Vamos falar sobre isso a seguir.

Como aperfeiçoar a geração de leads B2B?

Vamos ver o que você pode fazer para que os leads gerados tenham um bom potencial de conversão.

Defina uma persona

Talvez você já tenha em mente o perfil da empresa para a qual sua empresa quer vender. Mas é essencial levar em conta as características da pessoa que vai decidir a compra.

Você mapeou o porte, a localização e o faturamento do cliente ideal. Mas e a pessoa que decide? Em que é formada? Qual é sua idade? Onde mora? Que canais usa para se comunicar e se informar? Quais dificuldades enfrenta no trabalho? Reúna essas informações e organize-as, o que pode ser feito no Fantástico Gerador de Personas.

Mantenha o calendário editorial organizado

Nessa etapa, tenha em mente quais são as dores da sua persona e providencie conteúdos que mostrem como resolver esses problemas. Muitas vezes, uma dor existe mas ninguém se dá conta disso dentro da empresa.

Por isso, você precisa mostrar qual é o problema e deixar claro como ele está prejudicando as atividades da companhia. Em algum momento, a pessoa que toma decisões entenderá que existe uma solução e vai considerá-la.

Isso envolve averiguar as palavras-chave que a persona costuma pesquisar nos buscadores. Também é preciso definir um calendário editorial e planejar o conteúdo de uma maneira que ele consiga direcionar a pessoa pela jornada de compra, que, no mercado B2B, é mais longa e trabalhosa.

Inclua no planejamento materiais ricos que requeiram dados de contato em troca. Muitas vezes, é isso o que acontece com ebooks. A pessoa informa nome e email — e talvez seu cargo e alguns dados da empresa — para ter acesso ao material. Toda vez que isso acontece, você ganha um lead.

Cuide da nutrição dos leads

Antes da abordagem de vendas, é preciso nutrir o lead para que ele se dê conta das dores que enfrenta e, principalmente, das soluções que sua empresa oferece. Uma forma de fazer isso é o fluxo de nutrição, que é uma série de emails que visa guiar a pessoa pelo funil de vendas.

Dada a complexidade das compras B2B, depois que a equipe de vendas entra em contato com o lead, é importante fazer follow-ups por email e telefone para evitar que o lead esfrie.

Use a tecnologia

Um CRM integrado aos seus canais de marketing pode ajudar você a segmentar os leads. Isso é essencial para identificar quem é que está pronto para ser abordado pela equipe de vendas.

E quanto aos que não estão prontos para comprar? Isso não significa que devam ser descartados. Planeje campanhas para continuar nutrindo esses leads, até que cheguem ao ponto de estarem inclinados a fechar negócio.

Aplique o método NTBA

Antes, usava-se o método BANT na qualificação de prospects. Com o tempo, ele foi adaptado para que se tornasse mais eficaz, o que resultou na inversão dos critérios envolvidos. NTBA se refere a:

  • N (needs) — entenda do que o cliente precisa e verifique se sua solução realmente pode atender tal necessidade;
  • T (time frame) — avalie se o tempo de implementação da solução é adequado para o lead;
  • B (budget) — verifique se o orçamento do potencial cliente é suficiente para custear a solução;
  • A (authority) — veja se a pessoa com que o contato está sendo feito é quem toma decisões na empresa ou se será preciso conversar com mais alguém.

A geração de leads B2B apresenta desafios que podem ser superados com um bom planejamento. Já que não é recomendado reunir contatos de modo indiscriminado, é essencial construir essa base de maneira estratégica. Isso vai aumentar a qualidade do trabalho do marketing e melhorar a eficiência do time de vendas.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Projetos de marketing: como gerir várias campanhas ao mesmo tempo sem perder eficiência?

Projetos de marketing

Dentro da área de Marketing, muitas vezes o gestor tem uma rotina repleta de responsabilidades e obrigações ao longo de um dia de trabalho. Comandar diversas campanhas ao mesmo tempo, por exemplo, não é uma tarefa muito fácil.

Para ocupar uma posição de destaque na sua empresa, porém, é necessário adotar práticas para gerenciar vários projetos de marketing ao mesmo tempo.

Mais do que utilizar as técnicas de liderança para delegar tarefas e extrair o máximo da sua equipe de marketing, é preciso otimizar a rotina de gestão de tantos projetos simultâneos.

A boa notícia é que existem algumas técnicas e ferramentas que podem tornar essa tarefa muito mais simples e eficiente. Neste artigo, vamos traçar um panorama sobre o assunto:

Ficou curioso e quer saber um pouco mais sobre como é possível gerenciar diferentes projetos de marketing ao mesmo tempo? Continue a leitura deste artigo para tirar as suas dúvidas.

Confira!

O que é um projeto de marketing?

Um projeto de marketing representa, na prática, o planejamento e a execução de estratégias de comunicação que tenham como objetivo final atrair, converter ou reter os seus clientes. A partir da geração de valor para o seu produto ou serviço, a ideia é se aproximar do público e vender mais.

Com o crescimento do Marketing Digital, as opções para os gestores são ainda maiores. Pode ser, portanto, uma campanha de mídia paga para anunciar um novo produto ou até mesmo o trabalho de longo prazo para fortalecer a estratégia de SEO da sua empresa. As possibilidades são muitas.

Se por um lado é excelente contar com uma diversidade de estratégias, por outra perspectiva isso pode significar ainda mais responsabilidades. Para um gestor, por exemplo, é preciso pensar na gestão de diferentes campanhas simultâneas, o que não é uma tarefa nada simples de ser realizada.

Afinal, nenhuma empresa vai restringir os seus esforços a apenas uma frente. A realização de um trabalho em conjunto e mais amplo é essencial para que os resultados apareçam. A presença digital por si só não é suficiente para se destacar em um mercado cada vez mais concorrido.

Ao mesmo tempo que é preciso otimizar o engajamento nas redes sociais, por exemplo, o gestor também precisa assegurar o bom andamento das ações de email marketing. Na correria do dia a dia, porém, nem sempre é fácil garantir que tudo esteja performando como o esperado.

Quais sinais demonstram a necessidade de melhorar a gestão de projetos?

É exatamente neste momento que você reconhece a necessidade da sua empresa de melhorar a gestão de projetos de marketing. O momento em que duas, três ou mais frentes passam a apresentar dados cada vez piores é o primeiro sinal de alerta para a realização de mudanças.

O trabalho de monitoramento é essencial para identificar a hora certa de mudar. Imagine que a taxa de churn está crescendo gradualmente nos últimos meses, o NPS não para de abaixar e, para piorar, o ROI das suas campanhas se torna cada vez menor. Isso não é uma coincidência, certo?

Lógico que alguns indicadores vão piorar em um momento ou outro, indicando situações mais específicas. Quando todos esses resultados começam a ter uma queda de desempenho, é bem provável que o trabalho de gestão desses projetos de marketing já não esteja sendo tão eficiente assim.

Portanto, é fundamental acompanhar de perto o desempenho das suas campanhas e, ao mesmo tempo, avaliar os resultados globais do seu plano de marketing. Ao identificar uma queda mais acentuada em diferentes áreas, é preciso começar a otimizar a gestão dos projetos.

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Como fazer a gestão desses projetos?

Para conseguir fazer uma gestão mais eficiente dos projetos de marketing, portanto, é preciso adotar uma nova metodologia de trabalho. Uma das formas mais eficientes atualmente é o uso do modelo ágil para gerenciar múltiplas campanhas ao mesmo tempo, sem perda de qualidade.

Entre as principais características estão a flexibilização das tarefas e a maior colaboração entre os participantes de um projeto. Além disso, as avaliações e melhorias são realizadas em ciclos menores, evitando que se passe um longo período entre uma conversa e outra, por exemplo.

Adaptada ao setor, essa tendência é conhecida como Agile Marketing. Ou seja, a utilização do conceito mais comum na área de desenvolvimento de softwares para a realização de atividades no marketing. O objetivo final é conseguir entregar um produto ou serviço de maior valor agregado.

Dentro dessa metodologia de trabalho, um conceito fundamental é o Sprint Planning. Na prática, significa reunir a equipe envolvida no projeto de marketing antes da execução de cada etapa. Ou seja, evitar ciclos mais longos de comunicação e revisão do que está sendo realizado.

A partir de uma maior perspectiva estratégica, torna-se possível tomar decisões mais embasadas. A ideia é justamente permitir uma orientação maior para a execução de cada etapa e, assim, evitar que desalinhamentos no entendimento do processo acabem atrapalhando a entrega final.

Em resumo, essa etapa permite o acompanhamento detalhado de cada fase do projeto. Mais do que monitorar o progresso, é essencial determinar a duração das diferentes etapas, fazer os testes e também revisar o que já foi produzido, sempre otimizando a entrega final ao cliente.

Dessa forma, os processos se tornam mais ágeis, permitindo que você controle tudo o que está sendo feito pela sua equipe de forma simples e eficiente. A gestão, assim, não é prejudicada, já que cada uma das etapas é avaliada e validada antes de seguir para o próximo passo.

Quais são as 5 práticas para otimizar a gestão eficiente?

Além de utilizar os métodos acima para otimizar a gestão de diversos projetos de marketing, que tal conferir algumas dicas para tornar essa tarefa ainda mais simples e eficiente?

Acompanhe!

1. Alinhamento com objetivos e métricas

Em primeiro lugar, é importante definir objetivos e métricas para o seu projeto. Sem uma direção bem definida, a tendência é que os resultados não apareçam, especialmente no longo prazo.

Cada projeto deve ter uma meta clara e bem definida, além dos indicadores que vão ser utilizados.

Afinal, se você busca aumentar o tráfego das suas páginas, as estratégias adotadas precisam ser diferentes das de quem busca fortalecer o brand awareness. Ao mesmo tempo, também são outras as formas e métricas para avaliar o que está sendo feito e como está sendo executado.

Nesta etapa, é importante não encher a sua equipe de metas, a fim de diminuir as chances de perda de foco ao longo de um projeto. Defina objetivos grandes e que realmente tenham algum tipo de impacto na sua empresa, mas não se esqueça de escolher metas que possam ser atingidas.

As metas, é claro, também devem ser mensuráveis. Ou seja, devem ter indicadores eficientes para poder ter uma avaliação mais precisa do que está sendo feito com eficiência e do que deve ser corrigido. A sua equipe consegue, assim, acompanhar exatamente o que deve ser o foco do seu projeto.

Por fim, é importante que todos os profissionais envolvidos no projeto tenham acesso aos objetivos e métricas utilizados. A centralização das informações em uma única plataforma vai ajudar na organização e, consequentemente, no cumprimento dos prazos estabelecidos.

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2. Definição de ferramentas, equipe e orçamento

Você sabe aonde quer chegar e quais vão ser as formas de alcançar as metas. Agora, é preciso definir os métodos utilizados para ter os resultados esperados.

Na prática, eles representam as condições para executar o planejamento estruturado e consistem em ferramentas, equipe e orçamento.

Vamos supor que um dos seus projetos tem como objetivo criar um maior engajamento com a sua audiência. O meio utilizado para fazer isso vai ser o Marketing de Conteúdo. Para tirar esse projeto do papel, portanto, você precisa das ferramentas certas para otimizar a execução dessa tarefa.

Seja uma plataforma de CMS para facilitar a publicação de conteúdos em seu site, seja um SaaS para gerenciar o disparo de emails e criação de newsletters. Com o objetivo definido, você deve estabelecer exatamente quais são os recursos necessários para a execução do projeto.

Outra etapa importante é a definição da sua equipe para cada projeto. Ao analisar as qualidades e características da sua equipe, torna-se mais fácil identificar qual profissional é o mais indicado para cumprir determinada função. O objetivo é montar um time capacitado para cada desafio.

Além disso, outra preocupação com cada projeto deve ser a definição de um orçamento. Afinal, o dinheiro não é infinito e você precisa analisar exatamente como utilizar os seus recursos.

Tanto as ferramentas como a equipe devem ser compatíveis com o budget liberado para a execução do projeto.

3. Priorização de tarefas

Dentre os desafios de liderança e gestão de vários projetos, um dos mais importantes é saber como priorizar as tarefas. Afinal, nem todas as atividades têm o mesmo grau de importância para chegar ao resultado final. Portanto, essa tarefa é essencial para a eficiência dos seus projetos.

O primeiro passo para saber o que deve ser priorizado é entender quais são os objetivos e o impacto de cada atividade nessas metas. Se uma tarefa não for entregue no prazo inicial, qual vai ser o efeito para a entrega final? A partir desses critérios, você deve criar uma escala para cada projeto.

Assim, sempre que realizar um sprint com a sua equipe e algum problema surgir, você vai saber como remanejar a produção de determinada etapa. Isso evita que um profissional fique mais sobrecarregado do que outro e, mais importante, reduz o impacto nos resultados finais.

4. Comunicação constante

A comunicação entre os membros da equipe desse projeto também deve ser eficiente. Cabe ao líder, portanto, garantir que todos os participantes estejam informados sobre o tema. O ideal é contar com uma única plataforma para concentrar a troca de mensagens e informações.

Utilizar o email nessa etapa, por exemplo, pode significar mais atrasos para o seu projeto. É vital contar com uma ferramenta que seja direta e simples de ser utilizada. Além disso, como falamos sobre os sprints acima, os encontros também são fundamentais para ter mais resultados.

Com uma comunicação direta e sem ruídos, a tendência é que o fluxo de trabalho seja otimizado, evitando problemas como a refação. A longo prazo, portanto, essa troca de informações mais direta vai permitir uma maior eficiência de toda a equipe, assegurando a agilidade na execução.

Além disso, por mais que cada profissional tenha a sua forma de controle individual, é importante utilizar uma plataforma única para todos os membros da equipe. Assim, cada um pode conferir o andamento do projeto de forma mais ampla, com um panorama do que já foi feito.

5. Monitoramento das ações

Um dos grandes benefícios da transformação digital é a possibilidade de acompanhar e monitorar de perto cada detalhe das suas estratégias. Sendo assim, não pode ser diferente para quem deseja otimizar a gestão de múltiplos projetos sem perder em eficiência ou qualidade final.

Por isso, é importante ficar de olho em cada detalhe do seu projeto, decifrando quais são os erros e acertos ao longo do caminho. Ainda mais fundamental é conseguir transformar essa avaliação em melhorias a serem realizadas. Aos poucos, portanto, o resultado final vai sendo aprimorado.

Quais ferramentas podem auxiliar esse processo?

Além dessas práticas, existem algumas ferramentas que podem ser muito úteis para auxiliar na gestão de múltiplos projetos de marketing com eficiência.

Confira algumas das nossas dicas!

Google Analytics

Como falamos ao longo deste artigo, as estatísticas e métricas desempenham um papel essencial para a otimização da gestão de projetos de marketing. Sem essas informações, a tendência é que os seus resultados não sejam tão positivos, afinal, você não vai ter a precisão desses dados.

Google Analytics

Quando o assunto é métrica, nada melhor do que contar com o Google Analytics. A ferramenta gratuita do Google vai coletar as informações mais relevantes para o seu projeto.

É possível ainda personalizar quais são os indicadores mais importantes para, assim, ter dados mais confiáveis — do volume de visitas em suas páginas ao tempo médio de cada usuário no site, sem deixar de lado informações como os canais de origem de cada visitante.

Os dados vão ser utilizados para direcionar os seus esforços de forma mais precisa, garantindo o melhor embasamento.

iClips

Reunir tudo o que foi falado em uma única solução torna a tarefa ainda mais fácil. O iClips tem esse objetivo: permitir o controle de tudo o que acontece com os seus projetos. A estruturação das atividades garante a maior eficiência de tudo o que é realizado pela sua equipe.

iClips

Primeiro, você pode criar modelos personalizados para o fluxo de trabalho da sua empresa. Com formatos como o Kanban disponíveis, você tem um controle muito maior sobre o andamento de cada atividade.

O iClips ainda permite o controle financeiro dos seus projetos. Assim, você consegue decifrar quais foram os gastos exatos em cada etapa de produção. Outra funcionalidade são os relatórios feitos automaticamente pela ferramenta, gerando insights para a execução das suas estratégias.

Slack

A comunicação também é importante para tornar a execução dos projetos mais ágil. Por isso, uma das alternativas mais utilizadas para otimizar a troca de informações é o Slack. Dividido por projetos, você consegue se comunicar com toda a equipe de maneira simples e prática.

Slack

Assim, até mesmo o trabalho remoto ou com a participação de profissionais externos pode ser otimizada. O objetivo é evitar que informações valiosas sejam perdidas ou até mesmo mais demoradas a partir de conversas por email, por exemplo.

Conseguir gerenciar diversos projetos de marketing simultaneamente sem perder em qualidade é mais uma forma de se posicionar como referência dentro da sua empresa — não apenas perante os membros da sua equipe, mas também em relação aos seus superiores.

Com a adoção das práticas certas, a tendência é que o fluxo de trabalho se torne mais consistente e que melhores resultados apareçam.

Para ter sucesso, porém, não basta implementar as técnicas de gestão. É preciso garantir, por exemplo, que os recursos financeiros estejam disponíveis e sejam bem aplicados. Por isso, baixe o nosso ebook gratuito com o guia completo do planejamento do orçamento de marketing!

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Global Branding: o que é e como fazer uma gestão de marca global com excelência

Global branding

E se você começasse a enxergar o mundo inteiro como o seu mercado de atuação? Sem fronteiras para o branding, sua marca poderia ser conhecida por pessoas de vários países e culturas diferentes.

Gostou da ideia? Então, você precisa conhecer o global branding.

Não pense que basta chegar em um novo país e fincar a bandeira da sua marca. É como o cowboy forasteiro dos filmes de bang bang: você chama a atenção dos moradores locais, mas todos olham desconfiados para a sua presença. Então, você precisa mostrar o que tem de bom para ser bem-vindo.

No caso das empresas globais, elas precisam mostrar o seu valor e se adaptar a cada região em que querem atuar, sem perder a sua identidade e seus valores. Complexo, não é? Mas nada que uma boa gestão de branding internacional não resolva.

Neste artigo, vamos explicar tudo sobre global branding e como as marcas podem traçar uma estratégia para conquistar mercados no mundo todo. Siga conosco:

O que é global branding?

Global branding é a gestão de uma marca em diferentes regiões do mundo, com o objetivo de aumentar sua força e reconhecimento nos mercados em que atua. Essa estratégia também pode ser chamada de branding global ou branding internacional.

O global branding envolve o planejamento de como a marca quer ser percebida no mundo inteiro e como ela vai se posicionar em cada mercado para gerar essa percepção.

Com estratégias de marketing global, então, é possível transmitir esse posicionamento nos pontos de contato com o consumidor (preço, produto, praça e promoção).

Branding já é um desafio em mercados locais. Na sua própria cidade ou país, é difícil conquistar o seu espaço na mente dos consumidores e fazer a marca ser reconhecida e lembrada.

Imagine, então, fazer isso em vários locais diferentes — cada um com a sua cultura, suas demandas, suas regras, sua lógica de organização.

Foi a globalização, a partir dos anos 1980, que permitiu às marcas cruzarem suas fronteiras. Até então, apenas as gigantes conseguiam fazer isso. Mas a redução de custos de transporte e os novos meios de comunicação (olha a internet aí!) acentuaram a integração entre os países e facilitaram a expansão de marcas de todos os portes.

Embora tenha afetado as culturais locais, a globalização não foi capaz de padronizar costumes, culturas e regras. Por isso, as marcas se viram com o desafio de conquistar mercados em diferentes regiões sem passar por cima das suas particularidades, o que seria um caminho para o fracasso.

Não basta empurrar seus produtos em outro país: é preciso construir a percepção sobre a marca e apresentar sua proposta de valor para aquelas pessoas.

Aí está a importância de uma estratégia global: mais que criar um site .com ou fazer entregas para vários países, global branding consiste em orientar sobre quais elementos da marca devem ser preservados globalmente e quais devem ser adaptados a cada região.

Quais são as vantagens do global branding?

Para as marcas que já conquistaram seu mercado regional e querem crescer, expandir para outros países pode ser o caminho natural. Essa decisão pode trazer uma série de benefícios para as marcas, como vamos ver a seguir:

Aumentar o alcance da marca

A vantagem mais óbvia para marcas que se tornam globais é alcançar mais pessoas em novos mercados. A marca se torna conhecida nos quatro cantos do mundo, conquista mais clientes e admiradores e ganha mais força nas vendas.

Aumentar o valor da marca

Marcas reconhecidas globalmente ganham valor de mercado. Basta olhar a lista das marcas mais valiosas do mundo, segundo a Brand Finance:

  1. Amazon (US$ 220,8 bi)
  2. Google (US$ 159,7 bi)
  3. Apple (US$ 140,5 bi)
  4. Microsoft (US$ 117 bi)
  5. Samsung (US$ 94,5 bi)
  6. ICBC (US$ 80,7 bi)
  7. Facebook (US$ 79,8 bi)
  8. Walmart (US$ 77,5 bi)
  9. Ping An (US$ 69 bi)
  10. Huawei (US$ 65 bi)

A maioria é conhecida no mundo inteiro. Muitas delas provavelmente fazem parte do seu dia a dia, não é? Isso indica que, à medida que a empresa se expande pelo mundo, a própria marca se torna o seu maior ativo.

Encontrar mercados desatendidos

Ao explorar novos países, você pode encontrar excelentes oportunidades. Será que o seu produto atende alguma necessidade desatendida em alguma região do mundo?

Talvez você possa entrar nesse mercado sem as barreiras da concorrência e se posicionar como a referência para a população daquele local.

Veja o exemplo da Uber, que ocupou um mercado no transporte urbano em que a população estava mal atendida. Com uma estratégia agressiva de expansão, a marca se tornou a referência em transporte por aplicativo e até sinônimo de categoria em vários países.

Economizar em escala

Global branding também tende a gerar economia de escala para os investimentos em marketing e branding.

Marcas globais podem lançar uma única campanha que se adapte em cada região, em vez de criar várias campanhas separadas para diferentes mercados. Assim, elas têm menos custos com publicidade, embalagens e materiais promocionais, por exemplo.

Elas também costumam concentrar toda a sua publicidade na contratação de uma agência internacional, que reúne os melhores talentos mundiais. Menos custos e mais eficiência.

Melhorar a percepção da marca

Marcas que se tornam globais também tendem a ganhar prestígio. Elas se tornam símbolos de status e qualidade e muitas vezes são mais desejadas do que as marcas locais (embora essa percepção esteja mudando em alguns mercados, como veremos adiante).

Além disso, uma estratégia global de marca fortalece a identidade. Ao se adaptar a cada região, a marca consegue conquistar a confiança das pessoas, sem perder a sua essência, que é reforçada em todos os locais de atuação.

Aumentar o poder de barganha

Se a marca ganha prestígio e melhora sua percepção no mercado, ela ganha também poder de barganha. Afinal, ela não fica refém de empresas que não fornecem boas condições. Isso rende negociações muito mais vantajosas com fornecedores, clientes e parceiros.

Superar os concorrentes locais

Global branding é um ingrediente para construir vantagem competitiva diante dos seus concorrentes locais. Marcas globais são mais fortes e valiosas e consolidam o seu espaço na mente dos consumidores. Assim, elas ficam à frente da concorrência nas decisões de compra.

Quais são os principais obstáculos para construir uma marca global?

Global branding traz uma série de benefícios, mas apenas para quem consegue superar os obstáculos da sua aplicação. Não é um processo simples e não é qualquer marca que consegue.

Vamos ver agora quais são as principais dificuldades:

Cultura local

O primeiro obstáculo que uma marca enfrenta ao tentar se expandir globalmente são as culturas locais.

Você já está acostumado com o seu mercado doméstico, conhece os consumidores, já tem a confiança das pessoas e sabe como ser útil para elas. Mas basta cruzar as fronteiras que tudo fica diferente. Os hábitos, as expectativas, as demandas e os problemas são outros.

Nesse novo cenário, como ganhar a receptividade da população?

Foi esse desafio que grandes redes de fast food enfrentaram no Vietnã. Mc Donald’s e Burger King têm restaurantes em quase todos os países, mas no Vietnã não conseguiram prosperar. Há diversos motivos para isso, mas alguns deles têm tudo a ver com a cultura local:

  • Os vietnamitas já estavam acostumados com serviços de alimentação rápidos;
  • As marcas não conseguiram superar as opções locais — muitos mais baratas e bem servidas;
  • As marcas não se adaptaram à cultura local de compartilhar a comida;
  • Os conflitos entre Estados Unidos e Vietnã criaram uma resistência política.

No vídeo abaixo (em inglês), você pode entender melhor essa situação:

Legislação local

A legislação local também é um dos maiores desafios em novos mercados. Assim como a cultura, as regras internas também mudam de um país para o outro. Será que a sua empresa pode chegar em determinada região e atuar como faz no seu próprio país?

O Airbnb, por exemplo, enfrenta esse obstáculo. O crescimento global da plataforma foi tão grande que chegou a alterar as dinâmicas de moradia locais — em alguns locais, causou um processo de gentrificação.

O mapa abaixo mostra a concentração de hospedagens listadas no Airbnb em áreas centrais e nobres de Berlim, o que leva moradores locais às periferias.

Em reação a isso, Berlim chegou a proibir os aluguéis de curto prazo via plataformas como Airbnb. Paris e Amsterdam instituíram limites de 120 dias e 30 dias, respectivamente. Barcelona exige que os anfitriões tenham uma licença para poder anunciar seus imóveis na plataforma.

Poder público e Airbnb continuam em disputa em vários locais. Mas fica claro que a legislação local pode se tornar um entrave para a expansão global em alguns casos.

Economia local

Uma das grandes tendências de economia e comportamento para os próximos anos é a valorização da economia local.

Cada vez mais as pessoas se conscientizam sobre a importância de ir ao pequeno mercado ao lado da sua casa e comprar do artesão da sua própria cidade. Isso movimenta toda a rede local, gera empregos para os moradores da cidade e valoriza a produção regional.

Nesse contexto, marcas globais perdem espaço nas vendas e na sua imagem. Aquele status que as marcas globais tinham tende a ser transferido para as marcas locais, artesanais, orgânicas, que talvez hoje já sejam mais desejadas.

Por isso, torna-se ainda mais importante a estratégia de global branding que entende e respeita as particularidades de cada região, sem querer impor as regras e o estilo de vida de outras nações.

Integração de equipes

Outro obstáculo para o global branding está na estrutura interna das empresas. Imagine o desafio que é fazer equipes de vários lugares do mundo se conectarem e compartilharem seus aprendizados.

São diferenças de idioma, de fuso horário, de metodologias de trabalho que dificultam a comunicação e o planejamento de estratégias globais.

Além disso, sempre tem aquele ceticismo: “aí funcionou, mas aqui não vai funcionar, não…”. Então, cada equipe faz do seu jeito e pode criar incoerências para a imagem da marca.

Riscos maiores

Por fim, um obstáculo que as empresas podem enfrentar é o medo de arriscar. Atuar em outros países é um grande salto para o crescimento da marca e envolve estratégias grandiosas e ousadas, que podem assustar os empreendedores.

Faz sentido: quanto mais alto você voa, maior pode ser a queda.

Porém, estamos falando aqui sobre algo que pode minimizar os riscos desse movimento: o planejamento de global branding. Essa estratégia indica os passos a serem seguidos para ter mais chances de sucesso em cada região em que você quer atuar.

Guia de brandingPowered by Rock Convert

Como começar uma estratégia de branding global?

Sua marca já é um sucesso no Brasil, já tem uma marca forte e um mercado consumidor consolidado por aqui. Muitas empresas pensariam que é hora de cruzar fronteiras e mares para conquistar outros países, não é?

Mas talvez você pense que não tem uma empresa tão grande para fazer isso. Então, saiba que global branding não é exclusividade dos gigantes. Basta que a empresa encontre um mercado promissor em outro país (e global branding também não significa que você precise estar em todos os cantos do mundo!).

Agora, vamos ver algumas dicas de como começar uma estratégia de global branding, independentemente do porte da sua empresa. Conheça os principais pontos que você precisa considerar:

Alie consistência e flexibilidade nas estratégias

A essência de uma estratégia de global branding está na combinação entre consistência e flexibilidade. Parece contraditório, mas não é.

Você precisa ter uma marca consistente e coerente em todas as regiões em que está presente para fortalecer o seu espaço na mente dos consumidores. Ao mesmo tempo, deve ter flexibilidade para adaptar estratégias e posicionamentos conforme a cultura e o mercado local, sem perder a sua essência.

A busca por esse equilíbrio é essencial para o sucesso de uma marca global.

Tenha uma identidade de marca forte e coerente

Nessa busca por consistência, é importante reforçar quais são os valores, a missão e a visão da marca. Esses são os elementos fundantes, os pilares do branding, que sustentam a identidade da marca.

Os elementos fundantes da marca são inegociáveis: eles precisam ser bastante sólidos e reforçados em cada equipe local para não se modificar nas diferentes regiões de atuação. Na Espanha, no Japão ou no Brasil, a marca deve ser a mesma.

Ter uma marca consistente, no entanto, não significa que a identidade e as estratégias de marketing não possam sofrer alterações conforme a cultura de cada local.

Se você experimentar Coca-Cola em outros países, por exemplo, pode sentir sabores diferentes — isso porque alguns ingredientes (açúcar, por exemplo) variam conforme os ingredientes regionais e o gosto da população local.

A essência não se perde, mas a forma de se apresentar pode se adaptar para que a marca tenha mais aderência. Aí está o equilíbrio entre consistência e flexibilidade que falamos antes.

Faça um planejamento global de marca

O planejamento estratégico é o processo que define a identidade (missão, visão e valores), mas não para por aí. A partir de um diagnóstico da empresa, esse planejamento também define as metas e indicadores de sucesso, os planos de ação e as formas de acompanhamento e análise de desempenho.

Pensando em global branding, é importante que o planejamento estratégico seja consistente em toda a atuação da marca. As empresas devem adotar um sistema que vincule as estratégias globais de marca às estratégias de cada país.

Segundo reportagem da HBR, há duas formas de fazer isso: de cima para baixo ou de baixo para cima.

A abordagem de cima para baixo consiste em fazer um planejamento global que oriente as estratégias locais. A partir da estratégia global, cada local pode acrescentar ou modificar elementos para adaptar à sua realidade.

Já a abordagem de baixo para cima significa uma estratégia global construída a partir das estratégias de marca de cada país.

A gestão global da marca agrupa estratégias de países por semelhança, como a maturidade do mercado (emergente, desenvolvido, subdesenvolvido) e o contexto competitivo (se a marca é líder ou desafiante), sem deixar de manter elementos em comum em todas as regiões.

Compreenda os diferentes mercados

Uma das principais ferramentas para o planejamento estratégico é a pesquisa de mercado. No caso do global branding, essa pesquisa deve ser feita em cada local para conhecer as suas particularidades e definir como a marca deve se posicionar nas diferentes regiões.

Cada região tem o seu modo de funcionamento. No mesmo setor, a concorrência na África do Sul é diferente da concorrência na Itália. A Ford, por exemplo, que é líder de vendas em vários países, precisa se posicionar como uma alternativa na Alemanha, onde a Volkswagen domina.

Para entender isso, você pode fazer um estudo das forças de Porter. Esse estudo analisa o cenário competitivo e as relações entre os atores do setor — clientes, concorrentes, fornecedores, substitutos e potenciais entrantes —, que variam em cada local.

Conheça os consumidores locais

Em uma pesquisa de mercado, você também analisa o público. Qual é o tamanho do seu mercado? Quantos consumidores você pode atingir? Quais são as suas necessidades, comportamentos, demandas, crenças e expectativas?

Mais uma vez, o global branding exige que você faça essa pesquisa localmente. Cada cultura local influencia os gostos, hábitos e comportamentos dos consumidores.

Então, as empresas devem ter não apenas dados quantitativos para dimensionar o mercado, mas também qualitativos para conhecer o público local e descobrir nichos de mercado.

A partir desse conhecimento, a marca entende o que é importante para aquelas pessoas e como pode entregar valor a elas. Cada novo mercado exige que você conheça um novo público e conte uma nova história.

Defina o posicionamento de marca local

A partir de uma profunda pesquisa de mercado, a marca pode definir o posicionamento em cada local.

Vale lembrar: a essência da marca não muda, pois ela é sustentada pelos mesmos valores, missão e visão em qualquer lugar do mundo. Porém, a estratégia local deve ter um posicionamento de marca adequado às relações de mercado e ao perfil de público de cada região.

Quer um exemplo? Os atributos associados à marca da Honda nos Estados Unidos são qualidade e confiabilidade.

Já no Japão, onde qualidade é intrínseca a qualquer veículo, Honda representa velocidade, juventude e energia. Perceba como a imagem da marca, construída pelo global branding, varia conforme as características do mercado.

Encontre parceiros locais

Entre os obstáculos para o global branding, falamos sobre a valorização da economia local. Em vez de colaborar para o crescimento de empresas que já são globais, as pessoas estão se voltando para pequenos mercados, lojas e artesãos da sua própria cidade.

Então, como as marcas podem superar esse cenário? O caminho pode estar em não entender a economia local como um obstáculo, mas como uma aliada.

Você pode se aliar a negócios locais, como fornecedores, distribuidores, pequenas marcas parceiras, eventos regionais, agências de publicidade, entre outros.

Com isso, você constrói uma relação ganha-ganha: o pequeno empreendedor se fortalece, e a sua marca conquista a confiança do público local.

A Johnson & Johnson, por exemplo, encontrou no Brasil uma boa oportunidade. Em parceria com a brasileira Pantys, a marca lançou uma calcinha absorvente mais em conta para o mercado brasileiro.

Enquanto a gigante associou a sua marca às pautas de meio ambiente e empoderamento feminino, a brasileira conquistou um novo público que não tinha acesso aos seus produtos.

Pantys
Fonte: Pantys

Integre a comunicação entre as equipes

O sucesso da estratégia de branding global também depende da organização interna da empresa. Não adianta, por exemplo, os gestores definirem uma estratégia global, se não souberem transmitir suas diretrizes às equipes locais.

Por isso, é preciso definir uma estratégia de comunicação interna entre equipes de diferentes regiões. Elas precisam entender as definições do planejamento global e absorver os elementos da identidade da marca que precisam ser preservados em qualquer estratégia local. Elas também precisam conversar entre si, compartilhar insights e aprender com outras equipes.

Não se pode esquecer que a marca é uma só, e as equipes devem colaborar entre si para construir uma marca mais forte em qualquer lugar do mundo.

Então, cabe à empresa proporcionar os canais de comunicação, promover eventos e reuniões periódicas para trocas entre as equipes e criar uma cultura de colaboração entre elas.

Como construir defensores para sua marcaPowered by Rock Convert

Grandes marcas globais: conheça 3 cases de global branding

Chegou a hora de vermos alguns cases de marcas que souberam se expandir pelo mundo com uma boa estratégia de global branding. Elas mantiveram a força da sua marca em todos os mercados, mas precisaram adaptar seu posicionamento em cada local de atuação.

Acompanhe:

Amazon

A Amazon é hoje a marca mais valiosa do mundo, na frente de gigantes como Google e Apple. É a primeira a ultrapassar os US$ 200 bilhões em valor de marca. Portanto, não poderíamos começar falando sobre outra marca.

A Amazon impressiona desde os seus primeiros passos. Jeff Bezos foi um visionário ao criar uma loja virtual em 1994, quando a internet dava seus primeiros passos. Com o passar dos anos, a loja que vendia apenas livros se tornou uma gigante do e-commerce nos Estados Unidos.

No seu mercado doméstico, consolidou uma imagem de marca associada a valor, conveniência e escolha. Mas, depois de se tornar líder no seu país de origem, a marca adotou uma estratégia agressiva para conquistar mercados internacionais.

A proposta de valor da marca se manteve em todos os mercados. Mas a Amazon olha com uma lupa para cada mercado em que atua, com o objetivo de tomar a liderança com estratégias de preços competitivos, entregas rápidas e um extenso portfólio de produtos.

A Amazon se expande também além do varejo, como serviços na nuvem, inteligência artificial, streaming digital e logística. Por isso, a marca também se associa a tecnologia e inovação.

A Amazon investe pesado nos países em que deseja atuar. No Brasil, a Amazon Web Services anunciou um investimento de R$ 1 bilhão na expansão da infraestrutura de computação em nuvem no estado de São Paulo.

No varejo, o caminho é o investimento em logística: na Índia, a empresa construiu mais de 60 centros de distribuição e 150 estações de entrega para garantir a agilidade e a capacidade de atendimento.

Aos poucos, a Amazon vai ocupando o seu lugar em todos os países e setores em que entra, com pesados investimentos em tecnologia e infraestrutura que os concorrentes locais não conseguem superar. O global branding da Amazon, portanto, é baseado na competitividade.

Heinz

Heinz é uma icônica marca de molhos, conhecida no mundo inteiro. Neste artigo da HBR, a empresa explica as diretrizes da estratégia que fortaleceu a marca em mercados emergentes.

Elas são baseadas em 4 As:

  • Applicability (aplicabilidade): a marca precisa ter certeza de que o produto se adequa à cultura local. Na Indonésia, por exemplo, catchups eram feitos com banana, e a Heinz adotou essa base na sua receita para competir no país.
  • Availability (disponibilidade): a marca deve adotar canais de venda com os quais a população local está acostumada. Nos Estados Unidos, a Heinz vendia em supermercados e mercados modernos. Já na Índia, os supermercados tinham apenas 15% de participação nas vendas.
  • Affordability (acessibilidade): a marca deve ser acessível em todos os mercados. Pensando nisso, a Heinz criou diferentes tamanhos de embalagem. Na Indonésia, a marca vende pequenos pacotes de molho de soja por 3 centavos para torná-los acessíveis.
  • Affinity (afinidade): a marca deve se aproximar de consumidores e trabalhadores locais. Para isso, a Heinz conta com gestores locais para os mercados emergentes, que transmitem para a gestão global a compreensão sobre a cultura local.

Dessa maneira, a Heinz extrapolou os Estados Unidos e conseguiu ampliar sua participação e consciência de marca em mercados emergentes, que até então não havia explorado.

Recentemente a marca passou por um redesign global, com a intenção de ser reconhecida em qualquer canto do mundo. Veja como ficou:

Global branding Heinz
Global branding Heinz
Fonte: Dieline

Havaianas

Por fim, vamos falar sobre uma marca brasileira que alcançou bastante sucesso para além das nossas fronteiras: a Havaianas, conhecida e desejada no Brasil e em vários outros países.

Criada em 1962, a marca conquistou o mercado local já nos primeiros anos de existência. No começo, era um simples calçado da classe trabalhadora, o que a tornou conhecida por ser durável, confortável e barata. Em 1980, a Havaianas chegou a entrar na cesta básica do país.

Na década de 1990, com mudanças no design e novos modelos, a marca avançou no mundo da moda e conquistou novos públicos — a partir daí, o “todo mundo usa” entrou na identidade da marca.

Esse foi o ponto de virada, quando a Havaianas passou a explorar o mercado internacional. Mas o que a tornou um sucesso em outros países?

Uma explicação pode vir da imagem que a marca preservou: a Havaianas incorpora o espírito divertido, vibrante e espontâneo do brasileiro, que conquista os estrangeiros.

Além disso, a marca adotou uma estratégia de global branding com a abertura de escritórios em diferentes países — Nova Iorque, Espanha, China, França, Inglaterra, entre outros — a partir dos anos 2000. Assim, é possível entender as necessidades locais e fazer ativações mais relevantes em cada país, sem perder a essência brasileira.

Aliás, as ações de marketing criativas e ousadas são uma das principais formas de transmitir essa identidade mundo afora e ganhar notoriedade.

A marca já lançou uma coleção de sandálias com cristais Swarovski, presenteou premiados no Oscar com seus produtos e promove um evento anual na Austrália — que já entrou para o Guinness Book! — com uma infinidade de chinelos infláveis.

De um produto básico ao mundo fashion: hoje a Havaianas provavelmente é a marca brasileira de moda mais conhecida do mundo. O espírito alegre e festivo brasileiro, aliado a uma visão de global branding, foi o caminho para o sucesso.

Global branding Havaianas
Fonte: Havaianas

Então, gostou de saber como funciona o global branding e como as marcas se fortalecem na expansão internacional?

Perceba como não adianta copiar e colar a sua estratégia de marca em todos os locais de atuação — é preciso ter uma compreensão profunda sobre cultura local, comportamento do consumidor e potencial de mercado.

Agora, vale a pena ler o nosso ebook sobre Inteligência de Mercado para saber como analisar dados para tomar melhores decisões estratégicas no crescimento do seu negócio. Boa leitura!

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Aprenda como usar os dados de conteúdo interativo para aprimorar sua automação de marketing

Dados de conteúdo interativo para automação de marketing

Quando se fala em tomada de decisão, o mundo digital exige soluções digitais. 

Por isso, não é surpreendente que a automação tenha se tornado essencial para qualquer estratégia de marketing. Afinal, ela permite que as empresas usem dados para conquistar melhores resultados de uma maneira sistemática.

Mesmo assim, filtrar quais informações são relevantes continua a ser um desafio. A boa notícia é que coletar dados pode se tornar mais simples por meio de conteúdos interativos.

Infográficos, ebooks, quizzes e calculadoras customizadas estão por toda parte — e, agora, têm sido vistos como uma das melhores práticas de marketing de conteúdo.

Um estudo publicado em 2019 pelo Content Marketing Institute confirma que, nos Estados Unidos, em comparação com anos anteriores, campanhas de marketing usaram 63% mais fotos e infográficos do que qualquer outro conteúdo visual.

Se você está se perguntando como extrair dados de conteúdo interativo para automação e colocá-los para trabalhar a seu favor, saiba que veio ao lugar certo.

Neste artigo, você vai ver:

Confira!

Como coletar dados a partir de conteúdos interativos?

Sistemas de automação de marketing, com frequência, são responsáveis pela atração de milhares de leads. Para entregar fluxos de nutrição mais relevantes, profissionais do marketing competentes segmentam seus públicos de modo a alcançá-los com mais precisão.

Por engajarem os clientes em potencial em sua experiência, os conteúdos interativos são poderosos aliados para isso. 

Afinal, enquanto as pessoas recebem aquilo que estão procurando, o conteúdo coleta dados valiosos para você.

Pense em uma calculadora interativa que calcule o ROI, por exemplo. Por meio dela, as pessoas vão poder ver o retorno que terão a partir de determinado investimento:

Em menos de um minuto, colocamos os números e voilà: a calculadora de ROI nos dá os resultados em potencial.

Como isso nos ajuda? Bem, sempre que as pessoas inserem seus dados para usar uma ferramenta interativa, elas lhe fornecem informações valiosas sobre si mesmas

Por meio de uma simples calculadora, portanto, você consegue mapear os perfis dos seus consumidores: quantos empregados eles têm, seu orçamento de marketing etc.

Lembre-se de que seu departamento comercial precisa de uma ajuda para identificar suas melhores possibilidades. 

O próximo passo é criar um banco de dados que segmente as informações por categorias, de modo a diferenciar uma buyer persona de outra.

Mais tipos de conteúdo, mais dados

Existem diversos tipos de conteúdo interativo. Vamos dar uma olhada em alguns dos principais para uma estratégia de marketing digital:

  • pesquisas de opinião e outros tipos de dinâmicas de perguntas e respostas;
  • webinars;
  • fluxogramas, testes de diagnóstico e ferramentas de solução de problemas;
  • ebooks;
  • emails;
  • mídias de realidade ampliada;
  • jogos mobile;
  • apps;
  • vídeos 360º interativos.

Cada um deles tem sua própria maneira de coletar dados. Então, você pode combinar aqueles que se encaixem melhor às suas necessidades, sempre em busca de conseguir mais detalhes em relação aos seus prospects. 

A jornada digital pode ser longa e com muitos pontos de contato — da submissão de formulários à leitura de ebooks, passando por autoavaliações, desenvolvimento de soluções e cálculo de orçamento, entre outras coisas.

O principal objetivo é organizar a estratégia, de modo a separar as melhores apostas das piores.

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Como usar dados de conteúdo interativo para automação?

Retirar as piores apostas do seu radar minimiza as distrações e o consumo de recursos. 

Isso quer dizer que você deve segmentar aquela parte do público que não está tão interessada assim na sua proposta de valor. Assim, não gastará mais tempo e dinheiro tentando qualificá-la.

Para tanto, comece por definir sua estratégia e a infraestrutura de que o seu time vai poder usufruir para gerenciar os dados. A plataforma deve facilitar uma segmentação de alta fidelidade — sempre a partir de dados explicitados, nunca inferidos.

Ainda, ela deve ser capaz de se comunicar com todos os conteúdos interativos que você oferece. Não é automação se alguém da equipe tem de migrar os dados manualmente de um software para o outro.

Defina suas métricas

Monitorar os resultados é crucial para o sucesso de uma estratégia de automação. Isso, porque o desafio é mais amplo do que apenas estabelecer uma rotina diária de tomada de decisões com base em dados.

Ao definir as métricas, você otimiza seu sistema de automação com funcionalidades mais práticas, considerando quais necessidades precisam ser atendidas.

Pense em como a performance do seu CRM depende de dados confiáveis. Portanto, assim que você relacionar as informações coletadas pelos conteúdos interativos, deve criar um pipeline para entregar o valor que elas geram por meio do CRM.

Seus objetivos é que devem guiar esse processo. Você precisa de leads mais qualificados para melhorar suas ações de meio de funil? Então, crie conteúdos interativos para o topo do funil e faça a segmentação dos dados.

Quizzes e testes de personalidade são boas opções para isso. Afinal, além das informações de perfil, eles coletam informações sobre as dores e interesses dos prospects. 

Nesse momento, você deve fortalecer o relacionamento com seus melhores leads — mas isso não significa que você não possa encontrar oportunidades ainda melhores.

Crie um programa de pontuação

É assim que se separa o joio do trigo. A pontuação a que se chega por meio de inferência — baseada na “linguagem corporal digital” dos cliques, downloads, visualizações etc. —, porém, é um trabalho de adivinhação que tende a levar a ruídos de percepção e a uma precisão aquém do desejável.

Dados explícitos, por sua vez, minimizam a necessidade de adivinhação e ampliam a precisão e confiabilidade dos programas de pontuação. A partir deles, então, você conseguirá trabalhar com conteúdo segmentado.

Com base nos dados reunidos, é possível identificar a buyer persona e ajustar suas ações de marketing, de modo a torná-las personalizadas. Em vez de uma única newsletter, por exemplo, o departamento de marketing entregará mensagens específicas para cada grupo ou pessoa.

E o que você acha de contar com uma solução que otimiza sua estratégia e facilita o gerenciamento dela?

Como o Ion pode ajudar com isso?

O Ion é uma solução da Rock Content para a criação de conteúdos interativos sem a necessidade de fazer o trabalho de programação. Com o nosso software, você pode criar formatos diferentes de conteúdo e analisar sua performance. 

Veja, abaixo, 7 maneiras de melhorar o uso de dados de conteúdo interativo para automação por meio do Ion.

1. Segmentação

Análises e trajetórias de conversão estão entre as experiências de marketing de conteúdos interativos que geram uma segmentação de dados explícita. 

O Ion centraliza todos os dados valiosos coletados a partir das respostas dos compradores em potencial a perguntas estrategicamente pensadas em um único campo misto, que, então, é exportado para a Marketing Automation Platform (MAP).

A MAP lhe permite escanear o campo misto do Ion em busca de respostas altamente qualificadas para, então, adicionar os compradores mais alinhados a cada uma de suas listas de segmentação.

2. Melhores possibilidades para as vendas

O Ion é o único equipado para oferecer dados descritivos, que podem ser cotejados com os melhores clientes em potencial com base em dados explícitos colhidos a partir da jornada interativa deles.

A quantidade de dados de alta fidelidade gerados por meio dessa jornada é, ao mesmo tempo, incrível e intimidadora, e o Ion permite a descoberta de padrões nos dados de conteúdo interativo, de modo a possibilitar a automação.

Para isso, o programa se baseia em certas regras para buscar semelhanças de interação nos pontos de contato que indiquem quais seriam as melhores apostas para as vendas. 

Por exemplo, um comprador pode responder que tem determinado orçamento em um ponto de contato; em outro, revela que tem tal dor; e, em outro, que é um tomador de decisão.

Ao contar com uma regra de automação que vai buscar esse padrão nos dados que o Ion direciona para o campo misto do MAP, podemos encontrar compradores prontos para fechar o negócio. 

O marketing também usa essas melhores apostas como uma maneira de julgar sua performance — ou seja, se os esforços de marketing não têm um bom desempenho entre essas boas possibilidades, é sinal de que há um problema de marketing a ser resolvido.

3. Foco nas melhores oportunidades

Assim como ocorre com as melhores apostas, certas combinações de respostas dos clientes em potencial em sua jornada interativa indicam que, provavelmente, eles representam uma perda de tempo. 

Talvez eles revelem ser de um segmento que não faz parte do seu público-alvo. Isso, combinado ao tamanho da empresa, por exemplo, pode torná-los compradores improváveis.

Aqui, a integração é crucial, já que as informações podem vir de diferentes pontos de contato ao longo da jornada. 

A automação em marketing demanda que se direcione a atenção a padrões negativos de resposta no campo de dados misto do Ion e que se separem os leads mais adequados, de modo a evitar que a equipe de vendas desperdice recursos.

4. Público-alvo

A relevância é o que gera resultados. Quando cada ponto de contato com o cliente ao longo de sua jornada digital é mais inteligente e relevante que o anterior, a receita e o valor do negócio são ampliados.

Alguns exemplos para essa definição são gênero, indústria e tempo de atuação. Adicione os dados-alvo ao perfil de comprador do Ion e utilize isso para, de forma dinâmica, tornar a sequência de experiências na jornada mais relevante. 

O Ion aceita a definição de algumas regras para tornar possível essa dinamização da relevância.

5. Personalização

Fazer com que as pessoas se sintam reconhecidas e compreendidas pode deixá-las mais confortáveis e com vontade de interagir. Para isso, a chave é eliminar dados pessoais redundantes.

Com o Ion, você cria um perfil de comprador para cada usuário e trabalha esse perfil ao longo da jornada. Afinal, em determinado momento, ao engajar-se em um ponto de contato que colhe suas informações pessoais, um lead anônimo torna-se conhecido.

O importante, aqui, é solicitar os dados básicos somente uma vez e dados mais profundos nas visitas seguintes, o que caracteriza uma versão muito mais inteligente e sutil da construção progressiva de perfis.

Por exemplo, o Ion altera dinamicamente os campos que devem ser preenchidos nos formulários com base naquilo que já consta do perfil do comprador. Com isso, os formulários têm seu tamanho reduzido automaticamente, o que aumenta a probabilidade de conversões. Dados de perfil também são transferidos para a MAP e aproveitados em programas de nutrição.

6. Pontuação

As respostas que os compradores dão em suas jornadas interativas ficam salvas em seu perfil no Ion e, simultaneamente, são enviadas à MAP, como parte do campo misto do Ion. 

Então, a automação incrementa ou exclui da pontuação do lead os dados explícitos.

É importante salientar que esses dados explícitos de alta qualidade e confiabilidade que o Ion oferece aumentam a velocidade e precisão da estratégia, acelerando os programas de pontuação de leads e, por fim, o próprio pipeline.

7. Círculo completo

As seis primeiras maneiras de usar o Ion para aproveitar os dados de conteúdo interativo para automação focam o usufruto da alta fidelidade de dados promovida pelo Ion à MAP. É importante saber, porém, que essa lógica funciona na direção contrária também, e o valor de negócio que advém disso é enorme.

As experiências geradas pelo Ion podem ser alteradas de forma dinâmica com base nos dados recolhidos a partir de plataformas de automação de marketing.

As regras que não demandam código e permitem isso podem apoiar-se no que discutimos acima — segmentos, públicos-alvo, personalização e pontuação — para tornar a experiência do usuário mais relevante, pessoal e efetiva. Tudo em tempo real. 

Essa dinâmica de relevância de alta fidelidade é como o vento sob as asas, pois permite a aceleração da jornada e do pipeline.

Como você pôde ver, aproveitar dados de conteúdo interativo para automação é algo central para qualquer estratégia de marketing. Leve esses insights para a sua empresa e veja o ROI do seu marketing crescer de maneira significativa!

Quer ter esse nível de automação em seu negócio? Então, solicite um período de experiência do Ion agora mesmo!

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Novo Google Analytics: conheça as funcionalidades que tornarão a ferramenta mais inteligente e completa

Novo Google Analytics

O novo Google Analytics antecipa uma tendência da Transformação Digital: o uso de análises preditivas para embasar decisões estratégicas.

Entre elas, aumentar a previsibilidade de uma demanda, criar políticas de preços compatíveis com o mercado, disponibilizar produtos ou serviços mais adequados para os anseios de consumo dos clientes ou prever ameaças à segurança de dados corporativos.

Todas essas são decisões que nos deparamos rotineiramente e que demandam dados confiáveis para que sejam bem-sucedidas. No setor de marketing, essa previsibilidade é ainda mais crítica.

Quem acompanha a evolução das boas práticas de Marketing Digital sabe a relevância dos dados para embasar ações mais acertadas, tanto no dia a dia das empresas quanto na criação e veiculação de peças publicitárias e anúncios.

Pensando nisso, neste artigo abordamos as funcionalidades que farão parte do novo Google Analytics e como essa ferramenta pode ser decisiva para o seu negócio alcançar melhores resultados.

Veja, a seguir:

O que é o novo Google Analytics?

O novo Google Analytics é baseado nas tecnologias e elementos que amparam a Transformação Digital. Estamos falando de Inteligência Artificial, deep learning (aprendizado profundo), learning machine (aprendizado de máquina), redes neurais e dados.

Empresas de todos os tipos e tamanhos contam com as informações privilegiadas do Google Analytics para entender o comportamento e as preferências dos seus clientes.

O objetivo é sempre prover experiências mais qualificadas, aliadas a produtos e serviços feitos sob medida para atender às expectativas do público, a um preço competitivo capaz de deixar a concorrência a ver navios.

Entretanto, as mudanças em nosso contexto digitalizado também são extremamente rápidas. Os esforços das empresas devem ser voltados a dois pontos principais: o consumidor (e todos os locais em que ele está) e o compliance do setor.

Ambos os requisitos são otimizados com a análise de dados. Segundo uma pesquisa da Forrester Consulting, os profissionais de marketing têm a ciência de dados como uma de suas prioridades para os próximos anos.

Para ajudar as empresas nesse sentido é que o novo Google Analytics foi lançado — a nova plataforma promete fornecer os insights necessários para adequar os negócios ao futuro.

Quais as principais diferenças entre o Analytics universal e o novo Google Analytics?

O novo Google Analytics fornece uma visão centrada no usuário, ou seja, as análises são feitas com base no comportamento do público do seu negócio.

Elas não ocorrem mais de forma fragmentada, baseada na segmentação por dispositivo ou por plataforma que são usados pelos consumidores para acessar os canais da sua empresa e entrar em contato com a sua marca.

Desse modo, é possível personalizar melhor as campanhas no Ads — conforme a etapa dos clientes em sua jornada de consumo—, e de forma omnichannel, uma vez que combina a análise do tráfego multiplataforma.

Uma funcionalidade muito significativa para adequar a ferramenta a essa necessidade omnichannel foi lançada: a possibilidade de obter uma visão mais detalhada de acesso e conversões realizados a partir do YouTube, uma demanda antiga dos usuários do Analytics.

Outra mudança muito importante é baseada na adaptação da plataforma para um futuro sem o uso dos cookies, os rastros digitais deixados pelos usuários que permitem que o Ads faça sugestões mais adequadas durante o acesso à Internet.

Ela ocorreu, inclusive para a adequação do próprio Google às exigências impostas pelos países onde a empresa atua e com forte apelo para a privacidade de dados dos usuários.

Recentemente, a empresa se viu no centro de processos jurídicos movidos pelo Ministério Público dos Estados Unidos, que acusa a empresa de truste, uma prática que visa a criar um monopólio em segmentos específicos.

No caso do Google, consiste na detenção de informações privilegiadas sobre o comportamento dos usuários da Internet. Elas são obtidas, justamente, com base no histórico de acessos e no uso de cookies dos usuários do Chrome, o navegador utilizado por mais de 65% das pessoas que usam a web em todo o mundo.

Com a adequação baseada em machine learning, o novo Google Analytics poderá fazer modelagens para suprir lacunas deixadas pelos usuários que usam bloqueadores de cookies. Também, para abolir de uma vez essa prática que pode punir a gigante com a obrigatoriedade da venda do Chrome.

A integração da plataforma também será maior, uma vez que será possível acompanhar os esforços de marketing em redes sociais e em estratégias de email marketing.

Quais são as novas funcionalidades da plataforma do Google Analytics 4?

Veja quais serão as mudanças efetivas no novo Google Analytics e como elas podem ser usadas a favor do seu negócio.

Novos insights e previsões com a Inteligência Artificial

Os insights baseados no aprendizado de máquina já integram as funcionalidades do Analytics. Porém, com o Google Analytics 4, será possível criar alertas sobre as tendências observadas nos dados.

Por exemplo, o aumento da demanda de um produto ou a redução de taxas de rotatividade, para que ações sejam tomadas imediatamente a essas observações.

Novo Google Analytics
fonte: Google blog

Integração mais profunda com o Google Ads

O Google não faria mudanças tão significativas em sua plataforma se não almejasse alcançar dois objetivos: melhorar a experiência dos seus clientes (as empresas que usam a ferramenta) e potencializar os seus próprios resultados com o Ads. Por isso, a integração com a ferramenta de anúncios do Google é ainda mais profunda.

Os profissionais de marketing poderão construir e manter uma audiência específica em seus aplicativos. Dessa forma, caso um usuário se classifique para compor essa lista, automaticamente, passa a receber o mesmo conteúdo dos demais, assim como será automática a transferência para uma fase mais avançada, caso ele compre o produto ou serviço da empresa, por exemplo.

Novo Google Analytics

Assim, o conteúdo oferecido e os anúncios serão extremamente específicos para a etapa da jornada em que o lead se encontra.

Relatórios baseados no ciclo de vida do cliente

Uma das diferenças mais marcantes entre o novo Analytics 4 e o Analytics universal é a forma como os relatórios são criados. Essas informações são organizadas para ajudar as empresas e os profissionais de marketing no estabelecimento de estratégias específicas para cada fase da jornada do cliente.

Dessa forma, a nova plataforma permite obter uma visão mais completa de como a empresa obtém, converte e mantém seus clientes, e como eles se envolvem com a marca em diferentes canais e dispositivos.

Rastreamento de eventos sem código

O recurso de rastreamento de eventos aumenta a capacidade de visualização das ações dos clientes no local e no aplicativo desejados — e em tempo real. Na nova plataforma do Analytics, o usuário não precisa adicionar o código ou realizar a configuração de rastreamento de eventos com tags.

Antes, o rastreamento de eventos requeria informações adicionais, como a latência, e os dados, normalmente, não eram disponibilizados simultaneamente.

Compliance para o controle de dados

O Google Analytics 4 também inclui opções para ajudar as empresas a cumprir as regulamentações de dados, como GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados), da União Europeia.

Foi essa legislação que inspirou a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), versão brasileira, que tem o objetivo de regular o acesso, o tratamento e o armazenamento de dados pessoais de terceiros.

Com esse compliance, as empresas conseguem obter o consentimento dos usuários no momento do acesso ao site. Assim, a coleta de dados analíticos entra em conformidade com a lei e pode acontecer sem incorrer em multas e problemas jurídicos para os agentes envolvidos no processo.

Novo Google Analytics

Os recursos de exclusão de dados também foram aprimorados — o direito de retirar informações pessoais no banco de dados das empresas foi concedido aos usuários no Brasil pela LGPD.

Dessa forma, eles permitem que as empresas atendam às solicitações de exclusão, mas sem ter que remover mais dados do que o necessário ou solicitados pelos seus clientes.

Restrição no uso de cookies

À medida que os cookies de terceiros são eliminados, para que as empresas também não tenham que se sujeitar a processos jurídicos, o aprendizado de máquina poderá substituir essa capacidade para prever o comportamento baseado em informações históricas deixadas de outras formas na web.

Quais as vantagens dessas mudanças para as empresas e profissionais de marketing?

Profissionais de marketing e empresas que analisam efetivamente os dados de seus clientes por meio do Analytics do Google poderão ser beneficiadas de várias formas com a nova ferramenta.

Primeiro, porque realizam um trabalho imprescindível para ganhar destaque em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado: a análise de dados para a tomada de decisão.

Segundo, porque elas poderão obter um entendimento mais profundo de todo o ciclo de vida dos seus clientes, desde o momento em que eles são apenas visitantes do site ou do blog corporativo até quando se tornam leads, clientes potenciais e consumidores fiéis.

Ou seja, a ferramenta poderá mapear os passos dos clientes desde a aquisição até a sua retenção. Quem trabalha com Marketing Digital sabe o quanto isso é fundamental para contemplar melhores resultados em toda a etapa da jornada do consumidor.

Com insights mais intuitivos, baseados no comportamento e interesse dos clientes em todos os pontos de contato com a marca, as empresas terão a chance de potencializar as vendas. Já as equipes de marketing poderão aumentar significativamente o ROI das estratégias implementadas.

Agora que você conhece o novo Google Analytics e a importância de acompanhar os dados do seu negócio, que tal aumentar a visibilidade do seu site por meio de estratégias mais eficientes de SEO?

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